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Flávio Bolsonaro toma decisão para tentar reverter tarifa da China

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que pretende procurar representantes do governo chinês para tentar reverter a tarifa adicional de 55% aplicada sobre parte das exportações de carne bovina brasileira. A declaração foi feita durante um evento público, em meio às discussões sobre os impactos das medidas comerciais que atingem o agronegócio nacional.

Segundo Flávio, a intenção é dialogar com autoridades chinesas e também com a embaixada da China no Brasil para buscar uma solução que reduza os impactos da cobrança sobre os produtores brasileiros. O parlamentar argumentou que o setor pode enfrentar prejuízos caso a tarifa continue em vigor.

“Estou disposto também a buscar o governo chinês, a embaixada aqui, para pedir que isso não aconteça”, afirmou o senador ao comentar a situação das exportações brasileiras.

A tarifa mencionada por Flávio passou a valer em 1º de janeiro de 2026, após decisão anunciada pelo governo chinês no fim de 2025. A medida estabelece uma cobrança adicional de 55% sobre as importações de carne bovina que ultrapassarem as cotas previamente definidas entre os dois países.

Durante seu pronunciamento, o senador também criticou a condução da política externa e comercial do governo federal. Na avaliação dele, o atual cenário é resultado da falta de articulação diplomática, responsabilizando a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelas dificuldades enfrentadas nas negociações internacionais.

Flávio afirmou ainda que o Brasil precisa intensificar o diálogo com seus principais parceiros comerciais para evitar novos obstáculos às exportações. Segundo ele, o agronegócio brasileiro não pode ser prejudicado por impasses diplomáticos ou comerciais.

O senador também relembrou sua recente viagem aos Estados Unidos, onde participou de uma audiência pública voltada à discussão de propostas envolvendo tarifas comerciais sobre produtos brasileiros. Na ocasião, ele declarou que buscou apresentar argumentos em defesa das exportações nacionais e evitar novas restrições ao comércio entre os países.

As declarações ocorrem em um momento de preocupação entre produtores e exportadores de carne bovina, já que a China é o principal destino internacional da proteína brasileira. Representantes do setor acompanham as negociações diplomáticas e avaliam que eventuais barreiras comerciais podem afetar diretamente o volume de exportações e a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

Até o momento, o governo chinês não anunciou qualquer mudança na política tarifária aplicada às importações de carne bovina brasileira que excedem as cotas estabelecidas, e o governo federal brasileiro também não informou oficialmente se há negociações em andamento para rever a medida.

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