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Master: Mendonça decide destino de Vorcaro na próxima semana

A próxima semana será decisiva para o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Caberá ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), definir onde o empresário continuará cumprindo sua prisão preventiva. Atualmente, Vorcaro está custodiado na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, mas existe a possibilidade de uma nova transferência.

Nos bastidores, porém, a tendência é que ele permaneça na unidade da Polícia Federal por tempo indeterminado. A avaliação de autoridades envolvidas no caso é de que essa alternativa oferece melhores condições de segurança diante da grande repercussão da investigação e da exposição pública do banqueiro.

A discussão ganhou força após a Polícia Federal rejeitar, pela segunda vez, uma proposta de colaboração apresentada pela defesa de Vorcaro. Com a negativa, investigadores chegaram a sugerir que ele deixasse a estrutura da Superintendência e fosse encaminhado para outro local de custódia.

Mesmo assim, a situação ainda não está definida. O ministro André Mendonça solicitou manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de tomar uma decisão definitiva. Enquanto isso, os advogados do empresário seguem trabalhando em uma nova proposta de delação premiada, o que pode influenciar diretamente os próximos passos do caso.

A permanência na sede da Polícia Federal também estaria relacionada à possibilidade de uma terceira tentativa de acordo. Embora o magistrado já tenha indicado que a colaboração não é indispensável para o andamento das investigações, a defesa acredita que ainda há espaço para negociações.

A trajetória de Vorcaro desde o início das investigações tem sido marcada por idas e vindas no sistema prisional. A primeira prisão ocorreu em novembro de 2025, no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Na ocasião, ele permaneceu inicialmente sob custódia da Polícia Federal em São Paulo e depois foi transferido para um centro de detenção provisória.

Dias mais tarde, uma decisão judicial autorizou sua saída do presídio mediante medidas cautelares, incluindo monitoramento eletrônico e prisão domiciliar. No entanto, em março deste ano, o banqueiro voltou a ser preso. Desde então, passou por diferentes unidades prisionais até chegar a Brasília.

Em março, após assinar um termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, Vorcaro foi levado para uma cela especial na Superintendência da PF. O espaço possui características diferenciadas, como banheiro privativo, climatização, armário, frigobar e facilidade de acesso para reuniões com advogados.

A Polícia Federal, entretanto, avalia que a estrutura não foi projetada para abrigar investigados por períodos prolongados. Parte dos investigadores entende que o sistema penitenciário convencional poderia garantir a segurança necessária sem comprometer o andamento das apurações.

Entre as alternativas analisadas está a chamada Papudinha, unidade vinculada ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal. Contudo, o local abriga Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), que também é alvo das mesmas investigações e negocia um acordo de colaboração com as autoridades.

As apurações continuam avançando. Na última quinta-feira, a Polícia Federal realizou a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades envolvendo instituições financeiras, empresários e agentes públicos. A operação ampliou o alcance das investigações e reforçou a expectativa de novas etapas nos próximos meses.

Segundo os investigadores, os elementos reunidos até agora apontam para um esquema complexo que envolve movimentações financeiras suspeitas e favorecimentos indevidos. Com novas diligências em andamento, o caso segue entre os mais acompanhados do cenário político e econômico brasileiro, enquanto a decisão sobre o destino de Daniel Vorcaro permanece aguardada com expectativa.

 

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