Geral

Carlos diz que Jair Bolsonaro piorou: “Sonolência se prolongou”

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar períodos prolongados de sonolência em razão do uso de medicamentos mais fortes para o tratamento de problemas de saúde que, segundo a família, vêm se agravando nas últimas semanas.

A declaração ocorreu um dia após a defesa do ex-presidente encaminhar ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório médico indicando uma piora no quadro clínico. O documento aponta aumento na frequência e na intensidade das crises de soluço, situação que exigiu ajustes na medicação e a utilização de doses adicionais dentro dos limites considerados seguros pela equipe médica.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. A medida foi autorizada para permitir que o ex-presidente realize o tratamento de saúde necessário após um quadro de broncopneumonia.

Em uma publicação nas redes sociais, Carlos Bolsonaro relatou que esteve na residência do pai durante a manhã deste sábado, mas conseguiu permanecer com ele por apenas alguns minutos. Segundo ele, o horário autorizado para visitas ocorre entre 8h e 10h, porém o ex-presidente permaneceu dormindo durante quase todo o período.

De acordo com o relato, Bolsonaro só teria despertado próximo ao encerramento da janela de visitas. Isso fez com que o encontro entre pai e filho durasse cerca de cinco minutos. Carlos também informou que retornará a Santa Catarina na próxima segunda-feira, onde pretende dar continuidade às atividades relacionadas ao seu projeto político para as eleições futuras.

O episódio chamou atenção porque acontece em meio a uma série de debates envolvendo as condições de saúde do ex-presidente e as regras estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar. Nos últimos dias, apoiadores e familiares têm demonstrado preocupação com a recuperação de Bolsonaro, especialmente após a divulgação do relatório médico apresentado ao STF.

Na mesma publicação, Carlos aproveitou para criticar as restrições impostas às visitas. Ele mencionou que as filhas do senador Flávio Bolsonaro receberam autorização para visitar o avô neste sábado, mas em um horário diferente daquele reservado aos demais familiares.

Segundo o ex-vereador, o encontro foi programado para ocorrer entre 11h e 13h. Na avaliação dele, essa divisão de horários dificulta momentos de convivência familiar, especialmente em uma fase em que Bolsonaro estaria enfrentando maiores desafios relacionados à saúde.

Carlos também comentou que as limitações impediriam que as netas acompanhassem o avô durante a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, evento que mobiliza milhões de brasileiros e costuma reunir famílias diante da televisão.

O filho do ex-presidente afirmou ainda que as restrições seriam excessivas e poderiam contribuir para o desgaste emocional do pai.

 A declaração repercutiu rapidamente nas redes sociais, onde apoiadores e críticos voltaram a discutir tanto o estado de saúde de Bolsonaro quanto as condições estabelecidas para o cumprimento da prisão domiciliar.

Enquanto isso, a expectativa permanece voltada para os próximos relatórios médicos e para eventuais manifestações do STF sobre o caso. O acompanhamento da evolução clínica do ex-presidente segue sendo um dos assuntos mais comentados do cenário político nacional neste fim de semana, reunindo atenção de aliados, adversários e observadores da política brasileira.
 

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: