Relatório médico aponta aumento das crises de soluço de Bolsonaro, mas quadro segue estável

O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a apresentar episódios frequentes de soluço nos últimos dias, segundo informações divulgadas em relatório médico encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta sexta-feira (5). Apesar do aumento das ocorrências, os médicos responsáveis pelo acompanhamento afirmam que seu estado geral de saúde permanece estável.
O documento foi elaborado pelo cardiologista Brasil Ramos Caiado e integra o monitoramento periódico exigido durante o período em que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar temporária. De acordo com o relatório, os episódios de soluço ocorreram em uma frequência considerada acima da média registrada anteriormente.
Para tentar controlar o desconforto, a equipe médica manteve o uso de medicamentos específicos em doses elevadas e reforçou uma dieta com baixo teor de acidez, medida que busca reduzir possíveis fatores que possam contribuir para o surgimento das crises.
Embora os soluços tenham chamado atenção, os profissionais de saúde destacaram que não foram observadas alterações significativas no sistema cardiovascular. A pressão arterial segue controlada e não houve registro de instabilidades cardíacas durante o período analisado.
Além disso, Bolsonaro relatou sintomas considerados leves, como cansaço e fadiga durante atividades que exigem esforço moderado. O relatório também menciona desconforto em movimentos envolvendo o ombro direito, situação que continua sendo acompanhada pelos especialistas.
Outro ponto citado pelos médicos é a manutenção de um quadro crônico relacionado ao equilíbrio corporal. Por esse motivo, permanecem em vigor medidas preventivas para reduzir o risco de quedas e garantir maior segurança durante a recuperação.
O ex-presidente recebeu autorização para cumprir a pena em casa após deixar o hospital no final de março, quando concluiu tratamento para um quadro de broncopneumonia. A decisão teve caráter humanitário e estabeleceu um prazo inicial de 90 dias para a prisão domiciliar.
A medida foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e prevê o cumprimento integral da pena no endereço residencial indicado à Justiça. Entre as condições impostas estão o uso de tornozeleira eletrônica e a limitação de contatos externos.
A autorização também permite visitas regulares de familiares próximos, advogados e profissionais da saúde, respeitando as regras estabelecidas pela decisão judicial. O acompanhamento médico permanente foi considerado essencial em razão do histórico recente de internações e do processo de recuperação clínica.
Nas últimas semanas, a saúde de Bolsonaro tem sido tema frequente no cenário político e jurídico brasileiro. Os relatórios apresentados ao Supremo servem justamente para informar a evolução do quadro e auxiliar na avaliação das condições que justificaram a concessão da prisão domiciliar.
Com o prazo da medida se aproximando do fim, previsto para este mês, cresce a expectativa sobre os próximos passos da Justiça em relação ao caso. Até lá, o ex-presidente continuará sendo monitorado por sua equipe médica e deverá seguir as orientações de tratamento estabelecidas pelos especialistas.
Por enquanto, o relatório mais recente indica que, apesar dos episódios recorrentes de soluço e das queixas de cansaço, a situação clínica permanece controlada e sem sinais de agravamento, permitindo a continuidade do acompanhamento domiciliar dentro das condições já determinadas pela Justiça.



