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Após ação policial em SP, Flávio fala em perseguição estatal a ‘Dark Horse’ para influenciar eleições

A operação realizada pela Polícia Civil de São Paulo envolvendo a produtora do filme “Dark Horse” e órgãos ligados à Prefeitura de São Paulo ganhou novos desdobramentos nesta semana. O episódio provocou reações no meio político e levou o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, a questionar os motivos da ação policial.

Durante participação em um evento do setor agropecuário realizado em Belo Horizonte, o parlamentar afirmou esperar que a investigação não esteja sendo utilizada para influenciar o cenário eleitoral. Segundo ele, existe a preocupação de que setores do Estado possam estar agindo além do objetivo inicial das apurações.

A operação teve como alvo a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, além de endereços ligados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB) e à Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia da capital paulista.

O inquérito investiga um contrato de aproximadamente R$ 108 milhões firmado entre o instituto e a Prefeitura de São Paulo para a implementação de serviços de internet sem fio em comunidades da cidade. A apuração busca esclarecer possíveis irregularidades relacionadas ao processo de contratação, à execução dos serviços e à utilização dos recursos envolvidos.

Ao comentar o caso, Flávio Bolsonaro afirmou confiar na administração do prefeito Ricardo Nunes e destacou que o contrato investigado teria sido firmado antes mesmo da produção do filme. Para ele, a relação entre o acordo de wi-fi e a obra cinematográfica precisa ser analisada com cautela.

A Polícia Civil, por sua vez, informou que o principal foco da investigação é o Instituto Conhecer Brasil. De acordo com os investigadores, existem indícios que justificam a coleta de documentos, equipamentos eletrônicos e outras informações capazes de auxiliar no esclarecimento dos fatos.

Entre os pontos analisados estão suspeitas de que recursos públicos possam ter sido utilizados de maneira inadequada. Os investigadores também verificam possíveis conexões financeiras entre o instituto e a produtora responsável pelo longa-metragem.

Outro aspecto que chamou atenção durante a investigação envolve os custos do programa de internet. Segundo informações apresentadas pela polícia, os valores pagos por ponto de acesso seriam superiores aos praticados por outros prestadores de serviços semelhantes. Essa diferença passou a fazer parte da análise técnica conduzida pelas autoridades.

O prefeito Ricardo Nunes também comentou o caso e sugeriu que a operação poderia possuir motivações políticas. A declaração ampliou o debate sobre a relação entre investigações de grande repercussão e seus reflexos no ambiente eleitoral, especialmente em um período que antecede as disputas presidenciais de 2026.

Enquanto isso, outros nomes que aparecem entre possíveis candidatos à Presidência, como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, evitaram aprofundar comentários sobre o episódio. Ambos afirmaram não acompanhar os detalhes da investigação naquele momento.

Paralelamente, a produção do filme “Dark Horse” também permanece sob atenção pública devido às informações sobre seu financiamento. Reportagens recentes apontaram investimentos milionários destinados ao projeto, fato que despertou interesse de órgãos de controle e alimentou discussões sobre a origem e a destinação dos recursos.

Por enquanto, a investigação segue em andamento e não há conclusão definitiva sobre as suspeitas analisadas. O caso deverá continuar atraindo atenção nos próximos meses, tanto pelo volume de recursos envolvidos quanto pelo impacto político gerado em um cenário que já começa a se movimentar em direção às eleições presidenciais de 2026.

 

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