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Eduardo Bolsonaro teria procurado empresa estrangeira, diz site

A divulgação de novos detalhes sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, ampliou ainda mais a repercussão em torno do projeto nos bastidores políticos. Segundo informações publicadas pela Agência Pública, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e a produtora responsável pela obra teriam buscado apoio de uma empresa com operações na Hungria e na Holanda para intermediar movimentações financeiras relacionadas ao longa-metragem. O caso rapidamente ganhou espaço nas redes sociais e aumentou a pressão sobre aliados da família Bolsonaro.

De acordo com a reportagem, documentos obtidos pela Agência Pública indicam que a produtora Go Up elaborou uma minuta de contrato envolvendo a empresa Freeway Cam B.V., ligada ao setor de entretenimento e com atuação internacional. A companhia atuaria como uma espécie de agente de custódia financeira do projeto, mecanismo conhecido no mercado como “escrow agent”. Esse tipo de operação funciona como uma intermediação temporária para retenção e liberação de recursos conforme autorizações previamente estabelecidas pelos envolvidos na negociação.

Os documentos citados pela publicação apontam que Eduardo Bolsonaro apareceria como financiador parcial do filme, enquanto Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up, seria responsável pela produção. O material também menciona a participação do diretor e roteirista Cyrus Nowrasteh, nome conhecido em produções internacionais. Segundo a reportagem, os organizadores do projeto buscavam uma forma de permitir que investidores permanecessem sem identificação pública durante as negociações financeiras relacionadas ao longa.

Outro ponto que chamou atenção foi a existência de registros relacionados a pagamentos destinados ao diretor do filme. Segundo os documentos mencionados, uma fundação registrada na Holanda teria sido indicada como responsável pela administração de valores ligados à operação financeira. Apesar disso, o CEO da empresa Freeway afirmou à Agência Pública que a companhia apenas recebeu contato inicial sobre possíveis serviços relacionados ao projeto, mas decidiu não participar oficialmente da produção nem manter qualquer envolvimento com o filme.

A repercussão do caso ganhou ainda mais força após revelações anteriores envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e supostos investimentos milionários destinados ao filme “Dark Horse”. Investigações conduzidas pela Polícia Federal apuram se parte dos recursos enviados ao projeto teria sido utilizada para custear despesas ligadas à permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O ex-deputado nega qualquer irregularidade e afirma que realizou apenas um aporte financeiro limitado para garantir a contratação do diretor responsável pela produção cinematográfica.

Mesmo diante das novas revelações, aliados da família Bolsonaro seguem defendendo a legalidade do projeto e classificam as críticas como tentativa de desgaste político em meio às movimentações eleitorais para 2026. Já adversários avaliam que o caso amplia questionamentos sobre a origem dos recursos utilizados no filme e sobre a relação entre integrantes do grupo político bolsonarista e empresários envolvidos nas investigações recentes. Enquanto isso, o projeto “Dark Horse” continua no centro das discussões políticas e jurídicas que movimentam os bastidores de Brasília.

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