Lula realiza 1ª sessão de radioterapia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou sessões de radioterapia preventiva na região do couro cabeludo após a remoção cirúrgica de uma lesão cancerosa. O procedimento complementar, classificado como superficial, tem como objetivo reduzir o risco de recidiva local do tumor. De acordo com informações da equipe médica, as sessões são breves, com duração aproximada de dois minutos cada, e vêm sendo realizadas no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília.
A cirurgia de remoção da lesão ocorreu em 24 de abril, no Hospital Sírio-Libanês de São Paulo. O procedimento foi considerado simples e o presidente recebeu alta no mesmo dia, sem complicações imediatas. A intervenção tratou um carcinoma basocelular, tipo de câncer de pele não melanoma, frequentemente associado à exposição solar prolongada ao longo dos anos.
O carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer de pele e apresenta baixo potencial de metástase quando diagnosticado e tratado precocemente. No caso do presidente, o tumor media cerca de um centímetro e foi extirpado com margens adequadas. A decisão pela radioterapia preventiva segue protocolos médicos adotados em lesões localizadas em áreas de pele fina ou com maior risco de recidiva, como o couro cabeludo.
As sessões de radioterapia tiveram início nesta semana e seguem cronograma definido pela equipe responsável, comandada pelo cardiologista Roberto Kalil. O tratamento não exige internação e permite que Lula mantenha parte significativa de sua agenda oficial, com ajustes pontuais para comparecimento ao hospital. Fontes próximas ao Palácio do Planalto destacam que o presidente tem respondido bem ao procedimento.
Especialistas consultados por diferentes veículos ressaltam que a radioterapia superficial é uma técnica consolidada, com efeitos colaterais geralmente limitados à área tratada, como leve irritação cutânea. O objetivo principal é eliminar células residuais microscópicas que eventualmente não tenham sido removidas na cirurgia, elevando ainda mais as chances de controle completo da doença.
Aos 80 anos, Lula acumula histórico de cirurgias e tratamentos de saúde anteriores, incluindo a substituição da articulação do quadril. O atual quadro oncológico de pele é tratado com discrição pela assessoria presidencial, que tem atualizado a opinião pública por meio de boletins médicos regulares. O Planalto reforça que não há qualquer alteração no exercício pleno das funções presidenciais.
Médicos lembram que, quando detectados cedo, carcinomas basocelulares apresentam taxas de cura superiores a 95%. O caso do presidente reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de lesões cutâneas, especialmente em indivíduos com histórico de exposição solar intensa. A expectativa da equipe médica é de conclusão do tratamento complementar em poucas semanas, sem impacto relevante na rotina de trabalho do mandatário.



