Flávio Bolsonaro e Rogério Marinho assinam pedido de criação de CPMI do Banco Master

A movimentação para instalar uma CPMI no Congresso Nacional voltou a ganhar força nos últimos dias e colocou o caso envolvendo o Banco Master no centro do debate político em Brasília. O pedido, que já vinha sendo articulado por parlamentares da oposição, ganhou novas assinaturas importantes e reacendeu a discussão sobre a abertura de uma investigação mais ampla sobre as denúncias relacionadas à instituição financeira.
Entre os nomes que aderiram ao requerimento estão Rogério Marinho, líder da oposição no Senado, Flávio Bolsonaro e Fabiano Contarato. A informação foi compartilhada publicamente por Carlos Viana, que vem defendendo a instalação da comissão e cobrando um posicionamento dos demais congressistas.
Segundo Viana, o pedido foi oficialmente protocolado no Congresso no dia 13 de maio. Nas redes sociais, ele afirmou que o documento está aberto para novas assinaturas e destacou que, em sua visão, a criação da comissão é uma etapa necessária para esclarecer os fatos. A publicação também trouxe um recado direto ao governo, ao sugerir que a base aliada precisará decidir se apoiará uma apuração sem restrições ou se manterá distância do caso.
Nos corredores do Congresso, o assunto já vinha sendo comentado desde que surgiram as primeiras suspeitas ligadas ao Banco Master. Apesar de o requerimento já ter alcançado o número mínimo de assinaturas exigido, a tramitação segue sem avanços concretos. Nos bastidores, parlamentares apontam que a lentidão estaria relacionada ao possível impacto político da investigação, especialmente pela possibilidade de atingir nomes influentes do cenário nacional.
A criação de uma CPMI — comissão formada por deputados e senadores — costuma ser vista como uma ferramenta de grande repercussão política. Além de permitir oitivas e convocação de envolvidos, também amplia a pressão pública sobre os fatos investigados. Por isso, quando temas sensíveis entram na pauta, a disputa entre governo e oposição tende a se intensificar.
Nos primeiros dias de maio, outro episódio aumentou a tensão em torno do caso. Integrantes da oposição negaram rumores de que teriam feito um acordo com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para deixar a investigação de lado em troca da derrubada de um veto presidencial relacionado ao projeto da dosimetria, tema que envolve os condenados pelos atos de 8 de janeiro. A versão foi rejeitada publicamente pelos parlamentares, que afirmaram que não houve qualquer negociação.
Na Câmara, o deputado Cabo Gilberto Silva reforçou o discurso de que a CPI não seria uma pauta partidária, mas uma demanda de interesse nacional. Para ele, a sociedade precisa ter acesso a informações claras sobre o que ocorreu e quais responsabilidades poderão ser apontadas.
Com o requerimento protocolado e novas assinaturas sendo anunciadas, a expectativa agora gira em torno da decisão da presidência do Congresso. Se a pauta avançar, o caso pode se tornar um dos principais focos de tensão política em Brasília nas próximas semanas, ampliando o embate entre governo e oposição em um momento já marcado por disputas intensas no cenário nacional.



