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Situação difícil atinge o presidente Lula

Pesquisa divulgada em Mato Grosso do Sul aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva registra alta taxa de desaprovação no Estado. Segundo o levantamento citado, 66% dos entrevistados disseram desaprovar a gestão do petista, enquanto 31% afirmaram aprovar o governo federal. Outros 3% não souberam ou preferiram não responder.

Os números refletem um cenário político desfavorável para Lula em uma das regiões onde o eleitorado historicamente apresenta perfil mais conservador e alinhado à direita. Mato Grosso do Sul foi um dos Estados em que Jair Bolsonaro teve desempenho expressivo nas últimas eleições presidenciais, e o ambiente político local segue marcado por forte resistência ao PT.

De acordo com a pesquisa, a avaliação negativa do governo aparece distribuída em diferentes segmentos sociais, embora com intensidade maior entre eleitores ligados ao agronegócio, empresários e parte da classe média urbana. Já a aprovação do presidente é mais concentrada entre eleitores de renda mais baixa e beneficiários de programas sociais federais.

O levantamento também mostra que a percepção econômica influencia diretamente a opinião dos entrevistados. Entre os que desaprovam o governo, predominam críticas relacionadas ao aumento do custo de vida, à inflação dos alimentos e ao sentimento de insegurança econômica. Questões políticas e ideológicas também aparecem entre os fatores mencionados pelos participantes da pesquisa.

Mesmo diante da desaprovação elevada no Estado, aliados do governo afirmam que os números precisam ser analisados dentro do contexto regional. Integrantes da base governista lembram que Lula enfrenta maior resistência em Estados do Centro-Oeste e do Sul, enquanto mantém índices mais favoráveis em áreas do Nordeste e em parte do Norte do país.

A divulgação dos dados ocorre em meio às movimentações políticas para as eleições de 2026. Lideranças da oposição têm usado os resultados para reforçar críticas ao governo federal e defender a construção de uma candidatura competitiva contra Lula. Já aliados do presidente afirmam que ainda há tempo para recuperação da popularidade, especialmente com a aposta em programas sociais, investimentos públicos e medidas econômicas.

Nos bastidores políticos, a avaliação é que pesquisas estaduais devem ganhar peso estratégico nos próximos meses, principalmente em regiões consideradas decisivas para o desempenho eleitoral dos principais grupos políticos do país. A desaprovação registrada em Mato Grosso do Sul é vista como um sinal de alerta para o Palácio do Planalto, que busca ampliar sua presença em redutos menos favoráveis ao PT e reduzir a rejeição em setores considerados fundamentais para a disputa presidencial.

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