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Pesquisa Quaest revela impacto das investigações do Caso Master na campanha de Flávio Bolsonaro

A nova rodada da pesquisa da Quaest, encomendada pelo Genial Investimentos e prevista para divulgação nesta quarta-feira, promete trazer um retrato importante do impacto político do chamado “Caso Master”. O episódio ganhou força após a operação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil do governo de Jair Bolsonaro.

Nos bastidores de Brasília, o assunto já domina conversas entre parlamentares, assessores e lideranças partidárias. A avaliação é de que o caso pode mexer não apenas com a imagem de figuras influentes do Centrão, mas também influenciar o cenário da corrida presidencial de 2026, especialmente por envolver nomes ligados diretamente ao núcleo político do bolsonarismo.

Segundo informações que circulam desde o fim da semana passada, a pesquisa colocará os entrevistados diante de perguntas relacionadas ao grau de conhecimento da população sobre a investigação. Um dos pontos centrais será medir se os brasileiros acreditam que as apurações irão atingir todas as autoridades eventualmente envolvidas ou se o caso acabará restrito a poucos personagens políticos.

Outro dado considerado estratégico pelos analistas é a percepção pública sobre quem sai mais desgastado diante da crise. Entre as alternativas apresentadas aos entrevistados aparecem o Congresso Nacional, o Judiciário, o Banco Central, o governo Lula e até o antigo governo Bolsonaro. A inclusão dessas opções mostra que o instituto tenta entender se o eleitor enxerga o episódio como um problema individual ou como algo que atinge diferentes setores da política nacional.

O nome de Flávio Bolsonaro acabou entrando no centro das discussões porque Ciro Nogueira é apontado como um dos principais articuladores políticos ligados à estratégia eleitoral do senador fluminense junto ao Centrão. Nos últimos meses, Flávio vinha consolidando espaço como uma das figuras mais competitivas da direita para a próxima eleição presidencial, especialmente após o crescimento registrado nas pesquisas de intenção de voto.

Na rodada anterior da Quaest, divulgada em abril, Luiz Inácio Lula da Silva apareceu com 37% das intenções de voto no primeiro turno. Já Flávio Bolsonaro marcou 32%, demonstrando um cenário bastante polarizado. Atrás deles surgiram nomes como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, embora ainda distantes da disputa principal.

No cenário de segundo turno, o levantamento anterior chamou atenção por apontar empate técnico entre Lula e Flávio. O senador aparecia numericamente à frente, com 42%, enquanto Lula registrava 40%. O resultado aumentou a movimentação nos bastidores políticos e intensificou a busca por alianças tanto no campo governista quanto na oposição.

Além do Caso Master, outro fator que pode influenciar o humor do eleitorado é a repercussão da recente viagem de Lula aos Estados Unidos. A reunião do presidente brasileiro com Donald Trump foi considerada positiva por aliados do Planalto, que enxergaram no encontro um gesto de fortalecimento diplomático em meio às discussões econômicas e comerciais entre os dois países.

A expectativa agora gira em torno da divulgação completa da pesquisa. Em Brasília, integrantes do governo, parlamentares da oposição e dirigentes partidários acompanham o levantamento com atenção redobrada. Isso porque os números podem oferecer pistas importantes sobre o impacto político das investigações e sobre os próximos movimentos da corrida eleitoral de 2026.
 

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