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Após cirurgia: quadro de saúde de Bolsonaro é divulgado

O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou evolução clínica considerada positiva após passar por um procedimento cirúrgico no ombro direito, conforme informações divulgadas em boletim médico recente. A intervenção, que teve duração aproximada de cinco horas, ocorreu sem intercorrências e foi seguida pela transferência do paciente para o quarto hospitalar, onde permanece sob cuidados para controle da dor e monitoramento contínuo. A equipe médica destaca que o quadro atual inspira atenção, mas segue dentro das expectativas para o tipo de cirurgia realizada, o que reforça um cenário de recuperação gradual.

Na noite da última sexta-feira (1º), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro atualizou o estado de saúde do ex-presidente, informando que ele já não necessita do uso de oxigênio nasal e apresentou retorno de movimentos nos dedos da mão direita. Segundo especialistas, esse tipo de resposta motora é esperado após o efeito de anestésicos utilizados durante procedimentos cirúrgicos mais longos. A previsão inicial indica possibilidade de alta hospitalar já na próxima segunda-feira, caso o quadro continue evoluindo de forma satisfatória.

De acordo com o boletim divulgado no início da tarde, Bolsonaro apresentou boa resposta ao tratamento durante a noite, com controle eficaz da dor, fator essencial para o avanço no processo de recuperação. Ele segue internado para receber analgesia adequada e medidas preventivas contra complicações, como trombose. Paralelamente, a equipe médica já planeja o início de um protocolo de reabilitação motora e funcional, etapa considerada fundamental para restabelecer a mobilidade e a qualidade de vida do paciente após a intervenção.

Antes da cirurgia, a defesa do ex-presidente relatou que ele enfrentava dores persistentes na região do ombro, além de limitações significativas de movimento, o que exigia o uso contínuo de medicamentos analgésicos. Exames e laudos médicos apontaram lesões de alto grau no ombro direito, incluindo comprometimento de tendões e subluxação do bíceps, quadro que justificou a necessidade do procedimento. A internação ocorreu ainda nas primeiras horas da manhã, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, responsável por decisões relacionadas ao caso.

Após a alta hospitalar, Bolsonaro deverá retornar à sua residência, onde cumpre prisão domiciliar por um período inicial de 90 dias, concedido por razões de saúde. Parte desse prazo já foi cumprida, e ao final do período, caberá ao ministro responsável avaliar a continuidade do regime. 

A decisão poderá levar em conta a evolução clínica do ex-presidente e outros aspectos jurídicos do processo. O cenário segue em acompanhamento, tanto do ponto de vista médico quanto legal, mantendo a atenção de diferentes setores da sociedade.

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