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Irmão de técnica que denunciou Magno Malta por agressão diz que jovem está abalada

Um episódio ocorrido dentro de um ambiente hospitalar no Distrito Federal ganhou repercussão nos últimos dias e levantou discussões sobre segurança, conduta e responsabilidade em atendimentos de saúde. A situação envolve uma técnica em radiologia e o senador Magno Malta, e agora segue sob investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.

De acordo com o relato registrado em boletim de ocorrência, a profissional afirma ter sido agredida durante a realização de um exame médico. O caso aconteceu na última quinta-feira, dentro do Hospital DF Star, unidade conhecida por atender autoridades e pacientes de alta complexidade. Segundo familiares da técnica, o impacto emocional foi imediato.

O irmão da vítima, que preferiu não se identificar, descreveu o estado da profissional como bastante abalado. Em entrevista, ele destacou que a irmã tentou formalizar a denúncia presencialmente, mas não conseguiu naquele primeiro momento. O registro acabou sendo feito posteriormente, de forma online, com apoio da própria instituição hospitalar.

A versão apresentada pela técnica detalha que o senador realizava uma angiotomografia de tórax e coronárias. Durante o procedimento, houve um problema técnico: o equipamento identificou uma oclusão no acesso venoso, interrompendo automaticamente a injeção de contraste. Ao verificar a situação, a profissional constatou um extravasamento do líquido no braço do paciente — uma intercorrência conhecida, embora desconfortável.

Ainda segundo o depoimento, ao explicar a necessidade de compressão no local afetado, a reação do paciente teria sido agressiva. A técnica afirma que, nesse momento, foi atingida no rosto, o que chegou a entortar seus óculos. Ela também relatou ter sido alvo de ofensas verbais, o que agravou ainda mais a situação emocional.

Assustada, a profissional deixou a sala e buscou apoio de colegas, incluindo enfermeiros e um médico da equipe. O atendimento ao senador teria sido interrompido, e ele, segundo o relato, recusou continuidade no procedimento naquele momento. A técnica afirmou ter sentido dor e vermelhidão após o ocorrido e disse temer um novo encontro.

Do outro lado, o senador nega qualquer agressão. Em nota, declarou que o episódio foi resultado de dor intensa causada pelo extravasamento do contraste. Segundo ele, houve falha técnica no procedimento, apesar de alertas prévios sobre o desconforto que estava sentindo. A defesa acrescenta que ele estava sob efeito de medicação, o que pode ter afetado sua percepção e reação.

A assessoria jurídica reforçou que não houve intenção de violência e que qualquer reação teria sido consequência do sofrimento físico. Ainda assim, o caso levanta um ponto sensível: como lidar com situações de dor extrema em ambientes hospitalares sem que isso ultrapasse limites de respeito e segurança.

O hospital informou que abriu uma apuração interna e que está prestando suporte à colaboradora. Também afirmou estar colaborando com as autoridades, incluindo o fornecimento de imagens das câmeras de segurança, que já estão em análise pela polícia.

Além do episódio, o senador havia sido internado no mesmo dia após apresentar mal-estar enquanto se deslocava para o Congresso Nacional. Em vídeo publicado nas redes sociais, afirmou estar em recuperação e lamentou não poder participar de uma votação importante.

Enquanto a investigação segue, o caso chama atenção para a importância de protocolos claros em situações de तनाव médico e para a proteção de profissionais da saúde, que frequentemente atuam sob pressão. A conclusão oficial dependerá da análise das provas e dos depoimentos, mas o episódio já provocou debate sobre limites, responsabilidade e humanidade dentro de um ambiente que, acima de tudo, deveria ser de cuidado.

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