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Informação envolvendo Flávio Bolsonaro e filho de Lula é confirmada

A retomada dos trabalhos da CPMI do INSS em 2026 promete clima de tensão logo na largada. A comissão mista volta a se reunir nesta quinta-feira (5) cercada por uma disputa política que envolve diretamente nomes ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-presidente Jair Bolsonaro. No centro do embate estão pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ambos filhos de líderes que devem polarizar as eleições presidenciais deste ano.

Ao longo da última semana, parlamentares apresentaram requerimentos mirando os dois lados do espectro político, o que reforça a expectativa de confrontos entre governistas e oposição dentro da comissão. De um lado, o deputado Evair de Melo (PP-ES) protocolou pedido para acesso às movimentações financeiras de Lulinha. Do outro, os deputados Alencar Santana (PT-SP) e Rogério Correia (PT-MG) solicitaram a quebra de sigilo bancário e fiscal de Flávio Bolsonaro e do escritório Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia.

Embora os requerimentos ainda precisem ser analisados e não entrem na pauta da primeira reunião do ano, eles já sinalizam o tom que deve marcar os próximos meses da CPMI. O próprio presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), admite que o calendário eleitoral de 2026 tende a acirrar os ânimos e ampliar o uso político dos debates.

Em entrevista ao R7, Viana avaliou que a disputa entre narrativas de direita e esquerda deve ganhar ainda mais espaço dentro da comissão. Segundo ele, o principal desafio será manter o foco nas investigações técnicas e nos dados concretos para viabilizar a conclusão do relatório final. A previsão é que o documento seja apresentado no dia 23 de março.

De acordo com o senador, a estratégia neste momento é priorizar depoimentos e requerimentos considerados essenciais para o relatório. Pedidos mais polêmicos, especialmente aqueles com forte potencial de desgaste político, devem ficar para uma fase posterior dos trabalhos. Ainda não há definição sobre uma eventual prorrogação da CPMI, mas o colegiado aguarda uma decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), que pode autorizar mais 60 dias de investigação.

A primeira reunião de 2026, marcada para as 9h, será dedicada ao depoimento do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. Ele deverá esclarecer detalhes sobre contratos de crédito consignado que estão sob investigação e explicar quais medidas foram adotadas pelo instituto durante sua gestão. A oitiva ocorre após o adiamento do depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, remarcado para 26 de fevereiro após pedido da defesa.

Antes de ouvir Waller, a CPMI deve votar mais de 70 requerimentos, incluindo pedidos de quebra de sigilo fiscal relacionados ao Banco Master. As investigações apontam que ao menos 250 mil contratos de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas do INSS, ligados à instituição financeira, apresentam indícios de irregularidades.

Além disso, há requerimentos que pedem a prisão preventiva do ex-ministro do Trabalho e Previdência José Carlos Oliveira e a retenção de passaportes de investigados, com o objetivo de evitar fugas do país. Mesmo assim, Viana reforça que a condução inicial dos trabalhos será cautelosa e estratégica, com foco em pessoas e empresas já identificadas com movimentações consideradas suspeitas.

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