Chega uma notícia sobre Michelle Bolsonaro: “Vou apoiar…”

Em meio às articulações políticas para as eleições de 2026 em Santa Catarina, uma tensão interna no Partido Liberal (PL) veio à tona nesta semana. O presidente nacional do partido, Valdemar Costa Neto, buscou intervir na pré-candidatura da deputada federal Caroline De Toni ao Senado, propondo alternativas que poderiam alterar o rumo das alianças locais. Essa movimentação destacou as divergências entre lideranças nacionais e regionais, refletindo as complexidades de um partido em expansão após o bolsonarismo.
Na terça-feira, 3 de fevereiro, Valdemar se reuniu com De Toni em Brasília e apresentou ofertas concretas para que ela desistisse da disputa senatorial. Entre as propostas estavam a indicação para vice-governadora na chapa de reeleição do governador Jorginho Mello, também do PL, ou a liderança da bancada do partido na Câmara dos Deputados a partir de 2027. O objetivo era pavimentar o caminho para acordos com outros partidos, como o PP, preservando espaços para figuras como o senador Esperidião Amin.
Caroline De Toni, conhecida por sua postura conservadora e alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro, rejeitou as propostas de imediato. A deputada argumentou que sua pré-candidatura ao Senado representa a vontade de bases eleitorais em Santa Catarina e que uma chapa pura do PL seria mais estratégica para o partido. Essa recusa acentuou o embate, expondo as limitações do comando nacional em impor decisões sobre candidaturas locais.
No dia seguinte, quarta-feira, 4 de fevereiro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro entrou na cena com um apoio público e explícito a De Toni. Em postagens no Instagram Stories, Michelle compartilhou fotos ao lado da deputada e escreveu mensagens de solidariedade, como “Estamos com você” e “Estou fechada com a Carol De Toni, independente da sigla partidária”. Essa manifestação, vinda da presidente do PL Mulher, contrariou diretamente a estratégia de Valdemar e sinalizou um alinhamento com o bolsonarismo raiz.
O governador Jorginho Mello, por sua vez, tem se posicionado favoravelmente a uma candidatura de De Toni, defendendo uma composição interna forte no PL sem depender de alianças externas imediatas. Essa postura reforça a ideia de uma chapa “pura” para o Senado, o que poderia fortalecer o partido no estado, mas também gera riscos de fragmentação se as negociações com o PP e outros aliados não avançarem.
A intervenção de Michelle Bolsonaro eleva o debate para além das fronteiras catarinenses, trazendo à baila a influência da família Bolsonaro no PL. Com Jair Bolsonaro frequentemente consultado em decisões partidárias, o episódio pode forçar uma mediação do ex-presidente, equilibrando as ambições de Valdemar com as demandas das bases mais ideológicas. Essa dinâmica ilustra como o partido navega entre pragmatismo eleitoral e fidelidade a princípios conservadores.
Enquanto as negociações prosseguem, com reuniões agendadas envolvendo Valdemar, Mello e possivelmente Bolsonaro, o impasse no PL de Santa Catarina serve como termômetro para as eleições de 2026. O desfecho pode redefinir alianças e candidaturas, influenciando não apenas o estado, mas o posicionamento nacional do partido em um cenário pós-Bolsonaro.



