Esposa de Alexandre de Moraes é surpreendida com nova noticia

Recentemente, um requerimento apresentado por senadores na CPI do Crime Organizado do Senado Federal chamou atenção ao solicitar a quebra de sigilo bancário e fiscal da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Esse pedido surge em meio a investigações sobre possíveis irregularidades financeiras ligadas a instituições bancárias, destacando a interseção entre o poder judiciário e o setor privado. Embora o Senado como instituição não tenha endossado coletivamente a medida, o iniciativa reflete tensões políticas e questionamentos sobre transparência em contratos de alto valor.
Os autores do requerimento são os senadores Eduardo Girão, do partido Novo-CE, e Magno Malta, do PL-ES, que protocolaram o documento no final de janeiro de 2026. Eles argumentam que a análise dos dados é essencial para identificar nexos financeiros e padrões atípicos de movimentação que possam indicar vínculos econômicos relevantes. O foco principal recai sobre um contrato de prestação de serviços advocatícios firmado entre o escritório de Viviane Barci de Moraes e o Banco Master, uma instituição financeira que enfrentou liquidação pelo Banco Central em 2025 devido a suspeitas de fraudes.
O período abrangido pelo pedido vai de 1º de janeiro de 2024 a 1º de janeiro de 2026, incluindo acesso a contas de depósitos, poupança, investimentos e outros bens mantidos em instituições financeiras. Além do sigilo bancário, os senadores solicitam a quebra do sigilo fiscal por meio de um dossiê integrado, com dados da Receita Federal, Banco Central e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Essa amplitude visa verificar a compatibilidade entre os valores recebidos, a origem dos recursos e a efetiva prestação de serviços advocatícios.
O contrato em questão, avaliado em aproximadamente R$ 131 milhões, envolveu pagamentos mensais elevados por um período de cerca de 36 meses, o que levanta questionamentos sobre possível uso estratégico de influência institucional ou tráfico de influência. Os parlamentares destacam que o Banco Master estava sob escrutínio por irregularidades, e a atuação da advogada perante órgãos públicos como o Banco Central e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) poderia indicar práticas não republicanas. Essa conexão é vista como um ponto crítico para a CPI, que investiga o crime organizado e suas ramificações econômicas.
Além do pedido principal, há menções a outros elementos investigativos, como a recusa do Senado em divulgar registros de entrada e saída de Viviane Barci de Moraes em suas dependências, alegando proteção de dados pessoais sob a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa negativa ocorreu em resposta a um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), intensificando debates sobre transparência no Legislativo. Paralelamente, a CPI considera expandir as apurações para outros contratos suspeitos, incluindo aqueles ligados a familiares de outros ministros do STF.
O requerimento ainda não foi votado pela comissão, presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), e depende de análise e aprovação para ser encaminhado às autoridades competentes. Especialistas em direito consultados em reportagens apontam que quebras de sigilo envolvendo advogados são excepcionais, exigindo indícios concretos de ilícitos e decisões fundamentadas, devido ao sigilo profissional protegido por lei. No entanto, a medida é defendida por seus proponentes como necessária para combater a corrupção e garantir a accountability em esferas de poder.
Em um contexto de polarização política, o pedido é interpretado por alguns como uma retaliação contra decisões judiciais de Alexandre de Moraes, especialmente em casos relacionados a investigações sobre fake news e atos antidemocráticos. Independentemente das motivações, o episódio reforça a importância de mecanismos de fiscalização para preservar a integridade das instituições. Caso aprovado, os resultados poderiam revelar padrões que influenciem futuras reformas legislativas sobre transparência financeira no Judiciário e em parcerias público-privadas.



