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Pastor faz revelação sobre Bolsonaro e declaração repercute entre apoiadores

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou ao centro do noticiário político nesta sexta-feira (30) após declarações do bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, que visitou o ex-mandatário no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Segundo o líder religioso, Bolsonaro enfrenta dificuldades significativas para dormir e se alimentar no local onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, situação que, em sua avaliação, indica que o ex-presidente “não pode ficar lá”.

A visita ocorreu após autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que permitiu a entrada do bispo para prestar assistência espiritual. Durante o encontro, também estiveram presentes o médico e o advogado de Bolsonaro, o que reforça a atenção redobrada ao estado físico e emocional do ex-presidente. Rodovalho afirmou que saiu do local com forte preocupação em relação às condições enfrentadas por Bolsonaro dentro da unidade policial.

De acordo com o relato do pastor, Bolsonaro tem apresentado problemas recorrentes de sono, conseguindo descansar apenas com o auxílio de medicação ou quando se encontra extremamente exausto. Além disso, enfrenta dificuldades para se alimentar, já que necessita de uma dieta específica e, segundo Rodovalho, não consegue sequer tomar café normalmente. As declarações foram dadas em entrevista e rapidamente repercutiram no meio político e nas redes sociais.

Ainda segundo o líder religioso, a situação observada durante a visita o levou a defender publicamente a possibilidade de Bolsonaro cumprir a pena em regime domiciliar. “Saí com a impressão de que ele deveria cumprir pena em casa”, afirmou Rodovalho, ao destacar que o ex-presidente precisaria de um tratamento mais intensivo, especialmente no aspecto de saúde. A fala reacende o debate sobre as condições de custódia de figuras públicas e o tratamento diferenciado — ou não — em casos de condenação criminal.

Durante a assistência espiritual, Rodovalho relatou momentos de oração e conversa com Bolsonaro, além de um episódio simbólico que chamou atenção: ambos cantaram a música gospel “Deus está aqui”, da cantora Eli Soares. Segundo o bispo, a canção foi escolhida como forma de elevar o ânimo do ex-presidente e reforçar a mensagem de fé em um momento de grande fragilidade emocional.

O pastor afirmou que aconselhou Bolsonaro a não permitir que sua trajetória política fosse definida pelas circunstâncias atuais. “Eu disse para ele não aceitar deixar o legado nessas condições, que precisava lutar, porque a fé traz esperança e vontade de viver”, relatou. Segundo Rodovalho, Bolsonaro respondeu de forma positiva às palavras, participou ativamente do momento religioso e fez anotações em sua bíblia pessoal, gesto que o bispo interpretou como sinal de receptividade e engajamento espiritual.

A visita, no entanto, não teve apenas caráter religioso. O relato público do pastor acabou tendo forte impacto político, ao sugerir de forma indireta que a permanência de Bolsonaro na Papudinha pode não ser adequada diante de seu estado de saúde. A fala alimenta argumentos de aliados do ex-presidente, que vêm defendendo mudanças no regime de cumprimento da pena, enquanto críticos veem a movimentação com cautela, destacando que decisões dessa natureza cabem exclusivamente ao Judiciário.

Robson Rodovalho informou ainda que pretende retornar ao local na próxima semana para uma nova sessão de assistência espiritual. O novo encontro deve ocorrer em meio a um cenário de intensa polarização política e pressão pública, com o caso Bolsonaro permanecendo como um dos temas mais sensíveis do país. Enquanto isso, o STF e demais autoridades acompanham de perto a situação, em um contexto em que qualquer informação sobre a saúde e as condições do ex-presidente ganha repercussão imediata no debate nacional.

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