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Irritado com a situação do Banco Master, Lula defende a saída de ministro do STF, diz site

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado insatisfação com a condução do caso Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Relatos de bastidores indicam que Lula estaria pressionando o magistrado a devolver o processo à primeira instância da Justiça Federal, alegando ausência de foro privilegiado que justifique sua permanência na Corte. Essa movimentação surge em meio a um escândalo financeiro de proporções bilionárias, envolvendo fraudes no banco que foi liquidado pelo Banco Central em 2025, e reflete tensões crescentes entre o Executivo e o Judiciário.

O caso Banco Master ganhou destaque nacional após investigações revelarem um esquema de lavagem de dinheiro e evasão fiscal que afetou milhares de correntistas e investidores. O banco, outrora uma instituição de médio porte, foi acusado de operar irregularidades sistemáticas, incluindo transações fictícias e conexões com fundos offshore. A liquidação compulsória pelo BC marcou o fim de suas operações, mas o inquérito judicial continuou a revelar camadas de complexidade, com implicações políticas que agora chegam ao STF.

Dias Toffoli assumiu a relatoria do processo em dezembro de 2025, após solicitação da defesa dos envolvidos. Suas decisões iniciais, como a imposição de sigilo elevado e a análise de documentos sensíveis, geraram controvérsias. Críticas surgiram devido a viagens em jatinhos particulares com advogados ligados ao caso e menções a transações financeiras envolvendo familiares do ministro, o que levou a pedidos de suspeição, embora arquivados pela Procuradoria-Geral da República. Esses episódios aumentaram o escrutínio sobre sua imparcialidade.

Lula, segundo aliados próximos, expressou irritação em conversas reservadas, afirmando que Toffoli deveria buscar uma “saída honrosa” para evitar maior desgaste institucional. O presidente teria almoçado com o ministro na Granja do Torto no final de 2025, discutindo o impacto do caso no STF e no governo. Essa interação, longe de ser uma defesa pública, parece ter intensificado a percepção de que Lula prioriza a preservação da imagem da Corte, especialmente em um ano pré-eleitoral.

A pressão para devolver o caso à primeira instância é vista como uma estratégia para diluir responsabilidades no STF. Ministros da Corte teriam defendido essa medida internamente, argumentando que o processo não envolve autoridades com prerrogativa de foro, permitindo que siga tramitação comum na Justiça Federal. Essa devolução poderia atrasar investigações, mas também reduziria alegações de interferência política no Supremo, alinhando-se aos interesses de Lula em sinalizar combate a fraudes sem aparentar blindagem.

Além disso, circulam rumores de que Lula estaria incentivando Toffoli a deixar o STF, seja por aposentadoria ou renúncia, abrindo uma vaga para indicação presidencial. O nome de Rodrigo Pacheco, atual presidente do Senado, é frequentemente mencionado como potencial sucessor, dada sua proximidade com o governo e experiência no Legislativo. Essa possibilidade reforça a narrativa de uma articulação política para recompor o equilíbrio de forças na Corte.

As implicações dessa pressão vão além do caso específico, tocando em debates sobre independência judicial e relações entre poderes. Em um contexto de polarização, o episódio pode influenciar a agenda do STF e do governo, testando os limites da democracia institucional brasileira. Enquanto Toffoli mantém silêncio oficial, o desenrolar dos fatos em janeiro de 2026 continua a alimentar especulações sobre o futuro do Judiciário.

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