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Em caminhada a Brasília, Nikolas faz ataque ao STF

O deputado federal Nikolas Ferreira voltou a elevar o tom contra o Supremo Tribunal Federal durante a continuidade da chamada “caminhada pela liberdade”, mobilização que segue em direção a Brasília e entrou no sexto dia neste sábado. Ao deixar a cidade de Luziânia, no Entorno do Distrito Federal, o parlamentar afirmou que o STF “zomba do povo brasileiro”, declaração que rapidamente ganhou repercussão política e reforçou o clima de confronto institucional que marca o ato.

A fala ocorreu poucas horas antes do grupo retomar o trajeto rumo à capital federal, distante cerca de 60 quilômetros do ponto de saída desta etapa. A caminhada teve início em Paracatu, em Minas Gerais, e reúne apoiadores, parlamentares aliados e militantes identificados com pautas da oposição. Segundo Nikolas, a mobilização representa um sentimento que, de acordo com ele, ultrapassa lideranças políticas e reflete uma insatisfação popular crescente.

Durante a declaração, o deputado criticou o que classificou como cobranças por “moderação” direcionadas aos participantes do movimento. Na avaliação dele, não há equilíbrio no discurso público quando integrantes do Judiciário utilizam expressões consideradas ofensivas à população. Para Nikolas, a exigência de moderação acaba sendo aplicada apenas a um lado do debate, enquanto críticas vindas de ministros seriam normalizadas no espaço público.

Em tom mais duro, o parlamentar afirmou que falar a verdade passou a ser tratado como radicalismo. Ele argumentou que o discurso do grupo não seria exagerado, mas uma tradução direta do sentimento de parcela da população diante de temas como corrupção, aumento de impostos e decisões judiciais controversas. Segundo Nikolas, o objetivo é vocalizar aquilo que muitos brasileiros dizem sentir, mesmo que isso gere atritos institucionais.

Ao longo do trajeto, a caminhada tem sido apresentada pelos organizadores como pacífica e espontânea. O deputado reforçou que não há financiamento externo e que os custos são arcados pelos próprios participantes. Ele também negou o uso de recursos públicos ou verbas parlamentares, afirmando que cada integrante decide como empregar seus próprios meios para participar da mobilização.

A manifestação final está prevista para ocorrer no domingo, na Praça do Cruzeiro, em Brasília. A expectativa dos organizadores é reunir apoiadores de diferentes regiões do país em um ato que simbolize apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e críticas ao atual cenário político e institucional. A escolha do local e da data reforça o caráter simbólico da chegada à capital após dias de caminhada.

A mobilização, no entanto, também tem chamado a atenção de órgãos de segurança e de autoridades de trânsito, sobretudo pelo deslocamento de um grupo numeroso ao longo de rodovias movimentadas. Apesar disso, Nikolas sustenta que a iniciativa ocorre de forma ordenada e que há acompanhamento para reduzir riscos, mantendo o discurso de que se trata de um ato legítimo dentro do direito à manifestação.

À medida que a chegada a Brasília se aproxima, o discurso do parlamentar tende a ganhar ainda mais visibilidade. A afirmação de que “o STF zomba do povo brasileiro” sintetiza o tom adotado nesta fase da caminhada e indica que o desfecho do movimento deve intensificar o embate retórico entre setores da oposição e o Judiciário. O que começa como uma jornada física termina como um ato político calculado, cujo impacto real só será medido após o encontro final na capital federal.

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