Com participação de vereador caxiense, caminhada de Nikolas Ferreira chega a Luziânia (GO)

A chegada do vereador Hiago Morandi (PL) à cidade de Luziânia, em Goiás, nesta sexta-feira (23), marca mais uma etapa simbólica da caminhada organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) em direção a Brasília. A cerca de 60 quilômetros da capital federal, o município goiano funciona como um dos últimos pontos estratégicos antes do desfecho do trajeto, que vem mobilizando apoiadores, parlamentares e observadores atentos ao impacto político do ato. Iniciada no começo da semana, a caminhada ganhou visibilidade nacional não apenas pela distância percorrida, mas também pelo discurso que a sustenta e pelos nomes que passaram a integrá-la ao longo do percurso.
O trajeto teve início na segunda-feira (19) e soma aproximadamente 234 quilômetros, percorridos majoritariamente ao longo de rodovias federais. Hiago Morandi se juntou ao grupo após se deslocar até Minas Gerais, local escolhido por Nikolas Ferreira para dar largada à mobilização. Ao lado do vereador caxiense estava o deputado estadual Capitão Martim (Republicanos), que participou desde os primeiros momentos da caminhada. O encontro com Nikolas ocorreu ainda nos primeiros dias, consolidando a presença de lideranças políticas que, além do gesto simbólico, reforçam a dimensão estratégica do movimento.
Com o avanço do trajeto, outros nomes passaram a integrar a comitiva, entre eles o deputado Zucco, pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PL. A adesão de parlamentares ao longo do caminho ampliou o alcance político da caminhada e reforçou seu caráter de articulação nacional. Para aliados, a presença de figuras públicas conhecidas ajuda a manter o engajamento dos participantes e a atenção do público, sobretudo nas redes sociais, onde a mobilização é acompanhada quase em tempo real.
Segundo relatos de Hiago Morandi, o grupo mantém uma média de cerca de 40 quilômetros percorridos por dia, ritmo considerado intenso diante das condições climáticas e do esforço físico exigido. As refeições são feitas em paradas ao longo do percurso, muitas vezes com apoio de moradores locais ou comerciantes da região. O descanso ocorre ao final de cada jornada, com pernoites definidos conforme a logística disponível. Em trechos iniciais, como no primeiro dia, os participantes chegaram a acampar em propriedades rurais, o que reforça o caráter itinerante e improvisado da caminhada.
Embora o deslocamento seja feito majoritariamente a pé, a mobilização conta com uma estrutura de apoio que acompanha o grupo ao longo do caminho. Veículos de suporte transportam água, alimentos e materiais essenciais, garantindo que os participantes consigam manter o ritmo diário. Além disso, enfermeiros e bombeiros voluntários integram a comitiva para oferecer atendimento imediato em casos de exaustão, mal-estar ou pequenas intercorrências, o que tem sido considerado fundamental para a continuidade do ato sem maiores incidentes.
A expectativa da organização é chegar a Brasília no domingo (25), quando está previsto um ato público na Praça do Cruzeiro, ponto tradicional de manifestações na capital federal. De acordo com Nikolas Ferreira, a mobilização tem como eixo central o protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, além de outras pautas relacionadas à atuação das instituições. O encerramento em Brasília busca ampliar o impacto político do gesto, transferindo a caminhada do campo simbólico para o centro do poder nacional.
Na avaliação de Hiago Morandi, o grupo pretende chamar a atenção para o que classifica como um “regime de exceção”, argumento que aparece com frequência nos discursos dos participantes. As críticas se concentram principalmente no Supremo Tribunal Federal (STF), com menções à atuação de ministros, à exposição pública frequente e à participação em eventos e entrevistas. Para os organizadores, a caminhada funciona como uma forma de demonstrar insatisfação institucional e mobilizar apoiadores em torno dessa narrativa, sem recorrer a estruturas tradicionais de protesto.
Nos bastidores políticos, a presença conjunta de Hiago Morandi e Capitão Martim também é interpretada como um sinal claro de articulação eleitoral. Ambos devem formar uma dobradinha nas eleições deste ano, com o vereador projetando uma candidatura à Câmara dos Deputados e o deputado estadual buscando a reeleição. Ainda indefinido quanto à legenda, Hiago mantém negociações avançadas com o Republicanos, movimento visto como estratégico para fortalecer alianças no cenário estadual e ampliar o capital político construído durante a caminhada, cuja repercussão tende a se estender mesmo após a chegada a Brasília.



