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Aliados de Bolsonaro convocam atos em SP e Brasília em apoio à Bolsonaro

Nos próximos dias, o cenário político brasileiro volta a ganhar movimento fora dos gabinetes e das redes sociais. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro convocaram manifestações para o próximo domingo, dia 25, em São Paulo e Brasília. A mobilização surge como reação direta à transferência de Bolsonaro para o Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido popularmente como “Papudinha”, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda.

O tema central dos atos é o pedido de concessão de prisão domiciliar ao ex-chefe do Executivo. Além disso, os organizadores questionam as condenações relacionadas aos episódios ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando prédios dos Três Poderes foram invadidos e depredados em Brasília. Para os apoiadores, há excessos nas decisões judiciais e a situação atual exige revisão.

Em São Paulo, o protesto já tem local e horário definidos. A concentração está marcada para as 15h, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista. Tradicional palco de manifestações políticas e sociais, a via deve novamente receber grupos com bandeiras, cartazes e palavras de ordem. Em Brasília, por enquanto, os organizadores ainda não divulgaram detalhes sobre o ponto de encontro ou o horário do ato.

A convocação ganhou força especialmente nas redes sociais de parlamentares ligados ao Partido Liberal (PL). Vídeos, postagens e transmissões ao vivo têm sido usados para mobilizar apoiadores e reforçar o discurso de que os atos serão pacíficos. A expressão “oportunidade com segurança”, inclusive, aparece com frequência nas chamadas, numa tentativa clara de afastar qualquer associação com episódios de violência do passado recente.

Um dos nomes que mais chamou atenção nesse movimento foi o do deputado federal Nikolas Ferreira. Ele iniciou uma caminhada de cerca de 240 quilômetros, saindo de Paracatu, em Minas Gerais, com destino a Brasília. A previsão é que ele chegue à capital federal exatamente no domingo, coincidindo com a data das manifestações. O gesto foi divulgado como simbólico e voltado a chamar atenção para o que ele chama de “luta por justiça e liberdade”.

Já o senador Flávio Bolsonaro também participou da convocação, mas informou que não estará presente na chamada “Caminhada pela Justiça e Liberdade”. Segundo ele, uma viagem previamente agendada a Israel impede sua participação física nos atos. Ainda assim, Flávio reforçou apoio à mobilização e destacou a importância da presença popular.

Nos bastidores, lideranças políticas observam com atenção o alcance dessas convocações. O momento é sensível e ocorre em meio a um ambiente de forte polarização, no qual qualquer movimento de rua tende a ganhar grande repercussão. Por isso, os organizadores insistem que a intenção é manter um clima ordeiro, sem confrontos ou incidentes.

Independentemente das posições políticas, o fato é que as manifestações do próximo domingo prometem reacender debates sobre o sistema prisional, decisões judiciais e os limites da atuação do Estado. Para apoiadores de Bolsonaro, trata-se de um ato de solidariedade e pressão legítima. Para críticos, é mais um capítulo de um embate que ainda está longe de terminar. O domingo dirá qual será o peso real dessas mobilizações no cenário nacional.

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