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Carlos Bolsonaro se une a Nikolas na “caminhada pela liberdade”

A chamada “caminhada pela liberdade”, organizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), ganhou um novo personagem nesta terça-feira (20). O ex-vereador Carlos Bolsonaro passou a integrar a mobilização, que teve início na segunda-feira (19), em Paracatu, no noroeste de Minas Gerais, e tem como destino final Brasília. A previsão é de chegada no domingo (25), após um percurso que ultrapassa os 200 quilômetros.

A marcha reúne apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro e tem como principal bandeira a defesa da liberdade do ex-chefe do Executivo e de pessoas presas em decorrência dos atos ocorridos em 8 de janeiro de 2023. Desde o início, o movimento vem sendo acompanhado de perto nas redes sociais, com vídeos, fotos e relatos diários dos participantes ao longo da estrada.

Um dos registros mais compartilhados nas últimas horas mostra o momento em que Carlos Bolsonaro encontra Nikolas Ferreira durante o trajeto. No vídeo, publicado no Instagram, os dois se cumprimentam com um abraço e trocam algumas palavras antes de seguir a caminhada. A cena rapidamente repercutiu entre apoiadores e críticos, reacendendo debates sobre o simbolismo do ato.

Na gravação, Nikolas Ferreira afirma que a mobilização representa uma união em torno do ex-presidente e dos envolvidos nos acontecimentos de janeiro de 2023. “Estamos juntos, cara. Pelo teu pai, pelos presos do 8 de Janeiro e por esse país que seu pai levantou. Estamos juntos. Apruma aí esse pé e vamos embora, tem muitos quilômetros ainda”, diz o deputado, em tom descontraído, mas firme.

Carlos Bolsonaro já havia sinalizado sua participação na noite anterior. Em uma publicação feita na rede social X, ele informou que estava saindo de Santa Catarina para se juntar à caminhada ao longo do percurso. A mensagem foi interpretada por aliados como um gesto de apoio direto à iniciativa e também como uma tentativa de reforçar a mobilização nos dias finais.

Na mesma postagem, Carlos detalhou parte de sua agenda pessoal, mostrando que a participação não seria contínua do início ao fim. Ele mencionou compromissos familiares antes de retornar à marcha. “Amanhã, posteriormente, também verei minha filha, e então meu pai na quarta, mas então volto novamente à caminhada. Me programando. Força”, escreveu, em um tom mais pessoal.

A presença de Carlos Bolsonaro adiciona peso político ao movimento, que já vinha chamando atenção pelo formato escolhido. Diferente de atos concentrados em grandes cidades, a caminhada aposta no desgaste físico, na persistência e na visibilidade diária, com paradas em diferentes pontos ao longo do caminho. Para os organizadores, a ideia é manter o tema em evidência até a chegada à capital federal.

Desde o início, a mobilização divide opiniões. Enquanto apoiadores enxergam o ato como uma manifestação legítima e pacífica, críticos questionam as pautas levantadas e o impacto prático da iniciativa. Ainda assim, o movimento segue atraindo curiosos, simpatizantes e cobertura constante nas redes.

Com a previsão de chegada a Brasília no domingo, a expectativa é de que novos nomes se juntem ao grupo nos próximos dias. A presença de figuras conhecidas tende a manter a caminhada em destaque, especialmente em um momento em que o cenário político brasileiro segue marcado por debates intensos e posicionamentos bem definidos.

Independentemente das avaliações, a “caminhada pela liberdade” já se consolidou como mais um capítulo da mobilização política fora dos formatos tradicionais. Ao longo de estradas, cidades e quilômetros de asfalto, o grupo tenta transformar passos em discurso e presença em mensagem, mantendo vivo um debate que continua longe de consenso no país.

 

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