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Ex-presidente Bolsonaro pode ter morte súbita, alerta defesa à PF

O que era para ser apenas mais um evento protocolar na Casa da Moeda, nesta sexta-feira (16), acabou ganhando contornos inesperados e, claro, bastante comentados nos bastidores da política. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aos 80 anos, protagonizou um momento que misturou bom humor, afeto e uma pitada de incômodo pessoal ao ser chamado de “velhinho” por uma sindicalista durante a cerimônia.

A fala veio de Simone, apresentada apenas pelo primeiro nome, que, visivelmente emocionada, disse ao microfone que aquele era “o dia mais feliz da vida” dela por poder abraçar “esse velhinho barbudinho”. A reação de Lula foi imediata e espontânea. Ele se levantou, abraçou a sindicalista, deu um beijo, riu e, em tom de brincadeira, pediu: “Não me chame de velhinho”. A plateia acompanhou com risadas, e o clima leve parecia resolvido ali mesmo.

Mas Simone, rápida no improviso, corrigiu a fala e elevou o astral do presidente: chamou Lula de “barbudinho mais sexy do Brasil” e ainda o classificou como “atleta”. A resposta arrancou aplausos e reforçou aquele ambiente descontraído que, vez ou outra, surge em eventos oficiais. Quem acompanhava de perto percebeu que o episódio tinha mais camadas do que aparentava.

Minutos depois, já no discurso formal, Lula voltou ao assunto. E aí o tom mudou um pouco. Ainda com humor, mas deixando escapar certo ressentimento, o presidente comentou sobre a idade. Disse que acorda cedo todos os dias, faz esforço para parecer jovem e que se dedica bastante para manter o ritmo intenso da Presidência. Em seguida, soltou uma frase que provocou novas gargalhadas: afirmou que, depois daquele comentário, talvez fosse “parar de se esforçar” para parecer mais novo.

Esse tipo de fala, meio brincadeira, meio desabafo, não é novidade para quem acompanha Lula há décadas. Ele costuma usar experiências pessoais como gancho para se conectar com o público, e a idade tem aparecido cada vez mais em seus discursos recentes. Não por acaso. Lula completa 81 anos ainda este ano e já entrou para a história como o presidente mais velho do Brasil.

Em um cenário político marcado por debates sobre renovação, saúde e capacidade física de líderes mundiais — basta lembrar as discussões recentes envolvendo presidentes e primeiros-ministros em outros países —, o episódio na Casa da Moeda ganhou repercussão além do evento em si. Para alguns, foi apenas uma cena simpática. Para outros, revelou um incômodo real com rótulos que, mesmo ditos em tom carinhoso, carregam peso.

No fim das contas, o “velhinho barbudinho” mostrou que continua atento às palavras e aos símbolos. Entre abraços, risadas e discursos, Lula deixou claro que não pretende ser definido apenas pela idade. Pelo menos por enquanto, ele segue fazendo questão de lembrar que ainda está em campo — mesmo que, às vezes, o cansaço apareça no meio do caminho.

 

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