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Este foi o novo pedido de Bolsonaro ao STF na prisão após acidente

Nos últimos dias, um novo capítulo envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a movimentar o noticiário político e jurídico do país. Ainda sob os reflexos do incidente ocorrido na cela da Superintendência da Polícia Federal — quando Bolsonaro sofreu uma queda e bateu a cabeça — a defesa do ex-chefe do Executivo protocolou dois pedidos formais ao Supremo Tribunal Federal (STF). As solicitações, reveladas pela CNN, chamaram atenção não só pelo conteúdo, mas também pelo momento em que surgem.

O primeiro pedido diz respeito ao acesso a uma Smart TV dentro da cela. Segundo os advogados, o objetivo não é entretenimento puro e simples. A defesa sustenta que o aparelho permitiria o acompanhamento de jornais, programas informativos e conteúdos de caráter noticioso, funcionando como uma ponte entre o custodiado e a realidade social, política e institucional do país. Em outras palavras, a televisão seria um meio de manter Bolsonaro atualizado sobre o que acontece fora dos muros da Superintendência.

No documento enviado ao STF, os advogados fazem questão de frisar que não há interesse no uso de redes sociais. A intenção, segundo o texto, é acompanhar canais de notícia e plataformas de streaming com programação informativa. Caso o ministro Alexandre de Moraes aceite o pedido, a própria família de Bolsonaro ficaria responsável por levar o aparelho até a sede da Polícia Federal, seguindo as regras estabelecidas pelas autoridades.

Esse ponto, aliás, gerou comentários nas redes e em rodas políticas porque, em novembro do ano passado, um vídeo divulgado após a transferência de Bolsonaro para a cela especial mostrou uma televisão já instalada no local. O equipamento aparecia fixado na parede, embora não fosse possível confirmar se se tratava de uma Smart TV ou de um modelo mais simples. Desde então, não há informações oficiais sobre a retirada ou substituição do aparelho, o que deixou o tema ainda mais nebuloso.

Além da questão da televisão, a defesa também apresentou um segundo pedido: a autorização para que Bolsonaro receba assistência religiosa regular. A solicitação inclui visitas de um bispo e de um pastor, reforçando o argumento de que o acompanhamento espiritual é um direito garantido e pode contribuir para o equilíbrio emocional durante o período de custódia. Em casos semelhantes, o STF já analisou pedidos desse tipo, o que torna a decisão aguardada com expectativa.

Paralelamente a essas solicitações, Bolsonaro busca reduzir o tempo de pena por meio do programa de remição por leitura. A proposta é simples e já aplicada a outros condenados: a cada livro lido e avaliado, o preso pode obter a redução de quatro dias da pena, com um limite anual de até 48 dias. A defesa pediu autorização formal a Alexandre de Moraes para que o ex-presidente participe do programa.

Esse tipo de benefício não é novidade. No mês passado, o próprio Moraes autorizou Paulo Sérgio Nogueira, condenado no caso envolvendo a chamada trama golpista, a trabalhar, estudar, ler livros e realizar cursos com o objetivo de diminuir a pena de 19 anos de detenção. O precedente fortalece o argumento da defesa de Bolsonaro.

Enquanto o STF analisa os pedidos, o caso segue repercutindo. Para alguns, trata-se do cumprimento estrito de direitos previstos em lei. Para outros, é mais um episódio que expõe como política, Justiça e opinião pública continuam profundamente entrelaçadas no Brasil atual.

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