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Trump diz que viu a captura de Maduro ‘ao vivo’ e que foi ‘como um programa de TV’

A declaração feita por Donald Trump neste sábado, 3, adicionou ainda mais tensão a um cenário internacional já delicado. O presidente dos Estados Unidos afirmou ter acompanhado “ao vivo” a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante uma operação militar conduzida por forças americanas em território venezuelano. A forma como o episódio foi descrito chamou atenção: segundo Trump, tudo foi assistido como se fosse “um programa de televisão”.

Em entrevista à emissora Fox, o republicano disse que acompanhou cada detalhe da ação a partir de uma sala de monitoramento. “Eu a vi literalmente como se estivesse assistindo a um programa de televisão. Vimos todos os aspectos”, afirmou. Trump classificou a operação como “muito bem organizada” e ressaltou que nenhum cidadão americano perdeu a vida durante a missão.

Enquanto as declarações circulavam, relatos vindos de Caracas apontavam para uma madrugada incomum. Explosões foram ouvidas pouco antes das 2h no horário local, seguindo até cerca de 3h15. Moradores relataram barulhos intensos em diferentes pontos da capital venezuelana e cidades vizinhas. Agências internacionais confirmaram que os sons foram registrados em várias regiões da área metropolitana.

Imagens que se espalharam rapidamente pelas redes sociais mostravam artefatos luminosos cruzando o céu noturno, seguidos por clarões à distância. Também foram vistos helicópteros sobrevoando Caracas em baixa altitude. Apesar da grande repercussão visual, não houve divulgação oficial sobre números de vítimas ou danos estruturais até o momento.

Pouco antes das 11h GMT, um senador americano declarou que Washington havia concluído sua operação militar. Em paralelo, o ministro da Defesa da Venezuela, general Vladimir Padrino López, acusou os Estados Unidos de realizarem ataques a partir de helicópteros contra áreas residenciais. Segundo ele, as autoridades locais ainda estavam reunindo informações sobre possíveis feridos, sem apresentar dados consolidados.

Em publicação na plataforma Truth Social, Trump escreveu que “o presidente Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país”. No entanto, detalhes sobre como a captura ocorreu permanecem pouco claros. Não se sabe exatamente onde Maduro estava no momento da ação, já que, nos últimos meses, circulavam informações de que ele vinha mudando de local com frequência. Na quinta-feira anterior, ele havia aparecido em uma entrevista televisionada enquanto dirigia pelas ruas de Caracas.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, exigiu uma “prova de vida” de Maduro e de sua esposa. O pedido ecoou no cenário internacional. A Rússia, principal aliada de Caracas, solicitou esclarecimentos imediatos e condenou o que chamou de agressão armada, afirmando que a ideologia teria se sobreposto ao pragmatismo. O Irã seguiu na mesma linha, classificando o episódio como uma violação da soberania nacional venezuelana.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a ação representa uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela. Já na Europa, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, pediu moderação e respeito aos princípios do direito internacional. A Espanha se colocou à disposição para atuar como mediadora, defendendo uma solução pacífica e negociada.

Diante da escalada de reações, a Venezuela solicitou oficialmente uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. O encontro deve ocorrer ainda neste sábado e promete ser decisivo para os próximos desdobramentos de uma crise que já provoca impactos muito além das fronteiras latino-americanas.

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