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Após nova crise, estado de saúde de Bolsonaro é atualizado

O fim de ano, tradicionalmente marcado por encontros familiares e momentos de pausa, ganhou um tom mais cauteloso para o ex-presidente Jair Bolsonaro. Desde a véspera de Natal, ele está internado no Hospital DF Star, em Brasília, após passar por uma cirurgia considerada importante dentro de seu histórico médico. O procedimento exige atenção redobrada nesta reta final de dezembro, especialmente por envolver um paciente que já passou por diversas intervenções ao longo dos últimos anos.

A cirurgia realizada foi a correção de uma hérnia inguinal bilateral, algo que já vinha sendo acompanhado pelos médicos. Nos dias seguintes ao procedimento, a equipe hospitalar manteve Bolsonaro sob observação contínua, seguindo protocolos rígidos de pós-operatório. Entre a noite de sábado e a madrugada deste domingo (28), surgiram algumas intercorrências, incluindo variação na pressão arterial e o retorno de uma crise de soluços, situação que acabou chamando mais atenção do que o esperado.

Apesar disso, o boletim médico divulgado na tarde deste domingo adotou um tom considerado tranquilo. Segundo os profissionais responsáveis, o quadro geral é estável, embora demande vigilância constante. Em casos assim, cada detalhe conta, e a prioridade tem sido garantir conforto e evitar complicações comuns desse tipo de cirurgia.

Os soluços persistentes, iniciados na sexta-feira, dia 26 de dezembro, se tornaram o principal ponto de atenção da equipe médica. Embora pareça algo simples à primeira vista, o problema tem dificultado o descanso do paciente, fator essencial para uma boa recuperação. No sábado (27), foi realizada uma intervenção anestésica com o objetivo de interromper as crises, mas o efeito acabou sendo temporário, com o retorno dos sintomas durante a noite.

Diante disso, os médicos decidiram avançar no tratamento. Para esta segunda-feira (29/12), está prevista a realização de um bloqueio do nervo frênico esquerdo, técnica conhecida por ajudar a interromper o estímulo responsável pelos soluços crônicos. A expectativa é que o procedimento traga alívio e contribua para noites mais tranquilas, algo fundamental neste estágio do pós-operatório.

Paralelamente, Bolsonaro segue realizando sessões de fisioterapia de reabilitação, parte importante do processo de recuperação. Ele também recebe medicação preventiva contra trombose venosa profunda, um cuidado padrão em pacientes internados, sobretudo aqueles com histórico clínico mais delicado. Tudo isso faz parte de um protocolo pensado para reduzir riscos e acelerar a retomada gradual das atividades.

Outro aspecto que chama atenção é o esquema de segurança. Como Bolsonaro cumpre pena na sede da Polícia Federal em Brasília, foi necessária autorização judicial para a realização da cirurgia. O aval veio do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, após laudos da própria PF confirmarem a necessidade do procedimento. No hospital, a vigilância segue intensa, com agentes posicionados na porta do quarto 24 horas por dia.

O histórico de múltiplas cirurgias abdominais desde 2018 torna o cenário médico mais complexo, exigindo cautela em cada decisão. Enquanto isso, aliados e apoiadores acompanham atentamente as atualizações oficiais, aguardando novas informações sobre a evolução do quadro de saúde do ex-presidente. A expectativa é que, nos próximos dias, haja mais clareza sobre os próximos passos e sobre o ritmo da recuperação.

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