Geral

Carla Zambelli apanha em presídio na Itália

A ex-deputada federal Carla Zambelli, presa na Itália desde julho de 2025 enquanto aguarda extradição para o Brasil, foi vítima de agressões físicas por parte de outras detentas no presídio feminino de Rebibbia, em Roma. Os incidentes ocorreram em pelo menos duas ocasiões antes de setembro do mesmo ano, levando à necessidade de transferência de cela para garantir sua segurança. A notícia veio à tona nesta sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, gerando repercussão na imprensa brasileira.

De acordo com relatos, as agressões foram motivadas pela rotatividade constante de presas na mesma cela, o que criava um ambiente de instabilidade e desconfiança. Zambelli, conhecida por sua atuação política no Brasil, teria sofrido ataques que incluíam agressões físicas, embora detalhes específicos sobre a gravidade não tenham sido divulgados publicamente. A defesa da ex-parlamentar enfatizou que os episódios destacam as condições precárias enfrentadas por detentos estrangeiros em prisões italianas.

O senador Magno Malta, do PL-ES, foi uma das figuras que trouxeram o caso à luz ao visitar Zambelli na prisão. Durante a visita, ele ouviu diretamente da ex-deputada sobre os incidentes e decidiu torná-los públicos, alertando para possíveis riscos à integridade física de brasileiros detidos no exterior. Malta descreveu as agressões como “inaceitáveis” e cobrou maior atenção das autoridades diplomáticas brasileiras.

O advogado de defesa, Fábio Pagnozzi, confirmou os fatos em entrevistas à imprensa, explicando que, apesar das agressões, não houve registro formal junto às autoridades penitenciárias italianas. Segundo ele, a decisão de não formalizar as queixas visava evitar complicações no processo de extradição, priorizando a transferência imediata para uma cela mais segura. Pagnozzi destacou que a mudança ocorreu após insistentes pedidos da equipe jurídica.

O presídio de Rebibbia, um dos maiores complexos prisionais da Itália, abriga milhares de detentas e é conhecido por abrigar presas de alta visibilidade. Zambelli foi realocada para outro andar da instalação, o que, segundo sua defesa, melhorou significativamente as condições de segurança. As autoridades italianas, no entanto, mantiveram silêncio oficial sobre o caso, limitando-se a procedimentos internos.

Zambelli está detida na Itália após ser capturada em Roma, em cumprimento a um mandado de prisão emitido pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro. Ela é investigada por supostos crimes relacionados a atos antidemocráticos, incluindo envolvimento em eventos pós-eleições de 2022. A extradição, ainda pendente, depende de decisões judiciais bilaterais entre Brasil e Itália.

A revelação das agressões provocou debates nas redes sociais e na mídia brasileira, com opiniões divididas entre apoiadores de Zambelli, que veem o caso como perseguição política, e críticos que questionam a veracidade dos relatos. Grupos de defesa de direitos humanos no Brasil manifestaram preocupação com o tratamento de presos brasileiros no exterior, pedindo maior intervenção do Itamaraty.

Atualmente, Zambelli permanece no presídio à espera de desdobramentos no processo de extradição, com sua defesa otimista quanto à melhoria das condições carcerárias após a transferência. O caso serve como lembrete das complexidades enfrentadas por figuras políticas em contextos internacionais, onde questões de segurança pessoal se entrelaçam com disputas jurídicas transnacionais.

CONTINUAR LENDO →

LEIA TAMBÉM: