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Médicos trazem uma notícia sobre Bolsonaro

O ex-presidente Jair Bolsonaro iniciou, nesta quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, a cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral no Hospital DF Star, em Brasília. O procedimento teve início por volta das 9h10, sob anestesia geral, e, conforme as últimas informações disponíveis da equipe médica, transcorre sem intercorrências significativas, dentro do esperado para uma operação eletiva de médio porte com duração prevista de aproximadamente quatro horas.

A hérnia inguinal bilateral é uma condição comum, caracterizada pela protrusão de tecido abdominal ou intestinal através de pontos enfraquecidos na parede muscular da região da virilha, afetando ambos os lados. No caso específico de Bolsonaro, o quadro evoluiu de forma progressiva ao longo dos meses, com diagnóstico inicial unilateral que se tornou bilateral, confirmado por exames de imagem recentes e perícia médica oficial, influenciado por fatores como o aumento recorrente da pressão intra-abdominal.

Embora não haja uma relação causal direta entre os episódios persistentes de soluços e o desenvolvimento da hérnia inguinal, especialistas destacam que as contrações involuntárias e repetidas do diafragma, associadas a tosses crônicas, contribuem para agravar a protrusão herniária, especialmente em pacientes com histórico extenso de intervenções abdominais, como as realizadas desde o atentado sofrido em 2018.

A técnica cirúrgica empregada envolve o reposicionamento cuidadoso do conteúdo abdominal protruso, seguido do reforço da parede muscular, geralmente com a implantação de uma tela sintética de polipropileno para minimizar o risco de recorrência e proporcionar maior estabilidade à região. Trata-se de um procedimento consolidado na prática médica, com altas taxas de sucesso e recuperação relativamente rápida quando realizado em condições planejadas.

Paralelamente à correção da hérnia, a equipe multidisciplinar responsável pelo caso avalia a oportunidade de realizar, durante o período de internação, um bloqueio anestésico do nervo frênico, uma intervenção minimamente invasiva guiada por ultrassom que visa interromper temporariamente os impulsos nervosos responsáveis pelas crises de soluços refratárias a tratamentos conservadores anteriores.

Bolsonaro foi internado na véspera, em 24 de dezembro, sob escolta da Polícia Federal, para a realização de exames pré-operatórios abrangentes, incluindo avaliações cardiológicas detalhadas e análise de risco cirúrgico, que o declararam plenamente apto para o procedimento. A autorização judicial para a intervenção foi concedida pelo Supremo Tribunal Federal, considerando a necessidade médica comprovada por laudos periciais independentes.

A expectativa da equipe médica é de uma evolução pós-operatória favorável, com monitoramento intensivo inicial para controle de dor, prevenção de complicações infecciosas ou hemorrágicas, e restauração gradual da mobilidade, prevendo uma permanência hospitalar entre cinco e sete dias, seguida de orientações específicas para restrições a esforços físicos nas semanas subsequentes. Essa operação representa mais um capítulo no longo histórico de cuidados médicos abdominais do ex-presidente, decorrente das sequelas do atentado de 2018.

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