Além de Carlos Bolsonaro, Gilson Machado já alertou sobre o risco de morte de Bolsonaro

Recentemente, vozes próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro têm expressado preocupações profundas sobre seu estado de saúde, especialmente no contexto de sua prisão domiciliar em Brasília. Essas manifestações destacam o impacto emocional e físico das restrições impostas, com alertas que vão desde o sofrimento gradual até riscos iminentes de complicações médicas. Duas declarações em particular, vindas de um ex-ministro e de um filho do ex-presidente, ganharam repercussão, ecoando temores sobre o bem-estar de uma das figuras mais polarizantes da política brasileira.
Em outubro de 2025, Gilson Machado, ex-ministro do Turismo durante o governo Bolsonaro, publicou um vídeo em suas redes sociais onde afirmou que o ex-presidente “está morrendo aos poucos”. Essa declaração foi feita no dia 18 daquele mês, atribuindo o declínio à somatização do sofrimento causado pelo isolamento e pelas pressões judiciais. Machado, conhecido por sua lealdade ao bolsonarismo, utilizou a plataforma X para compartilhar suas preocupações, enfatizando o conhecimento pessoal que tem de Bolsonaro.
No vídeo, Machado criticou aliados políticos por estarem disputando o “espólio” do ex-presidente enquanto ele ainda vive, pedindo união da direita para priorizar a luta pela liberdade no país. Ele alertou para as consequências imprevisíveis caso Bolsonaro viesse a falecer no cárcere, pintando um quadro de angústia coletiva entre apoiadores. Essa fala repercutiu em diversos veículos de imprensa, ampliando o debate sobre as condições de detenção do ex-líder.
Mais recentemente, em 12 de dezembro de 2025, Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente e ex-vereador pelo Rio de Janeiro, postou um vídeo nas redes sociais mostrando seu pai dormindo e sofrendo com crises de soluço.Na legenda, Carlos descreveu a situação como “uma tragédia anunciada” sem cuidados médicos contínuos, acompanhamento ininterrupto e ambiente adequado. O vídeo, gravado antes da prisão, foi divulgado para alertar sobre o agravamento das sequelas da facada sofrida por Bolsonaro em 2018.
As crises de soluço, segundo Carlos, aumentam o risco de broncoaspiração, uma complicação potencialmente fatal que exige monitoramento 24 horas. Ele explicou que não pretendia tornar o registro público, mas o fez por necessidade de chamar atenção para o que considera uma forma de tortura. A postagem gerou milhões de visualizações e milhares de interações, intensificando as demandas por tratamento humanitário.
Essas duas falas, separadas por cerca de dois meses, ilustram uma narrativa crescente de deterioração física e emocional de Bolsonaro, alimentada por relatos de familiares e aliados. Elas também servem como catalisadores para mobilização política, com críticas implícitas ao sistema judiciário e apelos por solidariedade entre os conservadores. No contexto atual, tais declarações reforçam divisões ideológicas no Brasil, onde apoiadores veem perseguição e opositores questionam a veracidade das alegações.
Em suma, as preocupações levantadas por Gilson Machado e Carlos Bolsonaro destacam não apenas questões de saúde individual, mas também tensões mais amplas na sociedade brasileira. Com Bolsonaro cumprindo prisão domiciliar, esses alertas podem influenciar debates sobre justiça, direitos humanos e o futuro do bolsonarismo, independentemente de desfechos jurídicos pendentes.



