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Filho de Bolsonaro revela estado de saúde crítico do pai e choca

A madrugada desta sexta-feira, 21, começou com uma atualização que rapidamente se espalhou pelas redes. Carlos Bolsonaro (PL), vereador e um dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, publicou no X — o antigo Twitter — um relato que chamou atenção pela preocupação e pelo tom pessoal. Ele contou que o pai, que segue em prisão domiciliar em Brasília, enfrenta um momento delicado de saúde.

Segundo o vereador, Bolsonaro tem lidado com refluxo, episódios de vômito e soluços constantes, algo que já havia preocupado médicos em outras ocasiões. Na postagem, Carlos descreveu a cena de forma direta, dizendo que nunca havia visto o pai daquela maneira. Comentou ainda que sente receio quando ele adormece, pois os soluços permanecem, e que o refluxo pode agravar o quadro. “Como gostaria de expor o que vejo”, escreveu ele, acrescentando que estaria impedido de mostrar imagens por restrições legais.

A repercussão foi imediata, especialmente porque o cenário político já anda carregado com debates em torno das decisões judiciais envolvendo o ex-presidente. A saúde de Bolsonaro, por si só, costuma gerar discussões, já que desde a campanha de 2018 ele enfrenta consequências da agressão sofrida naquele ano. Os soluços e desconfortos digestivos se tornaram recorrentes, e cada episódio desperta atenção renovada.

Na quarta-feira, 19, o deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) visitou Bolsonaro em Brasília. Ao deixar a residência, por volta das 18h, conversou rapidamente com a imprensa e relatou que o ex-presidente não está bem emocionalmente, sobretudo diante da possibilidade de transferência para a Papuda. Van Hattem mencionou até mesmo “inconformidade” com a situação atual e disse ter presenciado os soluços persistentes durante toda a tarde, algo que, segundo ele, reforça a fragilidade do momento.

Vale lembrar que essa não é a primeira vez, nas últimas semanas, que Bolsonaro sofre um agravamento clínico. No dia 16 de setembro, ele precisou ser encaminhado ao Hospital DF Star após apresentar queda de pressão, enjoos e uma crise prolongada de soluços. Na ocasião, o médico Cláudio Birolini informou que o encaminhamento era necessário para avaliações detalhadas e exames complementares. Foi mais um capítulo de um histórico médico que, desde 2018, exige monitoramento constante.

Paralelamente à preocupação com a saúde, há o debate jurídico que circunda o ex-presidente. Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares impostas dias antes. Ele participou, por telefone, de uma manifestação no Rio de Janeiro — transmissão que acabou circulando nas redes sociais por ação dos próprios filhos, Carlos e Flávio. A partir daí, as discussões sobre o cumprimento das penas evoluíram, e Bolsonaro aguarda agora a análise de uma possível conversão de sua condenação para o regime fechado. A defesa, contudo, pretende reforçar o pedido para que tudo permaneça no formato domiciliar.

Os primeiros dias dessa prisão foram marcados por um movimento intenso no condomínio onde ele vive. Apoiadores, críticos e curiosos se reuniram nas imediações, criando um ambiente incomum para os moradores próximos. Comerciantes locais comentaram, na época, que a rotina parecia ter virado de cabeça para baixo, com fluxo de veículos acima do normal e a presença constante da imprensa.

Enquanto o ambiente político segue aquecido e as decisões judiciais avançam, a situação de saúde do ex-presidente volta a colocar holofotes sobre Brasília. E, pelo tom da mensagem desta madrugada, Carlos Bolsonaro quer que o país entenda que, além da disputa jurídica, há também uma preocupação familiar muito presente.

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