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Tarcísio deve entrar na corrida presidencial porém faz exigência

Nos bastidores da política brasileira, onde tudo muda de uma semana para outra e as conversas de corredor parecem valer mais do que discursos oficiais, o nome de Tarcísio de Freitas voltou a ganhar força. O governador de São Paulo, filiado ao Republicanos, aparece constantemente entre os principais nomes cotados pela direita para disputar a Presidência em 2026. Mas, ao que tudo indica, ele só colocará realmente o pé nessa estrada se tiver algo que considera indispensável: o apoio explícito de Jair Bolsonaro e, claro, da família do ex-presidente.

A informação vem das apurações do colunista Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, que costuma circular com desenvoltura pelos círculos bolsonaristas. De acordo com pessoas próximas a Tarcísio, ele ainda não tomou uma decisão final — aquele famoso “vou pensar com calma”, típico de quem sabe que qualquer passo em falso vira munição para os adversários. Um aliado, que convive tanto com o governador quanto com Bolsonaro, resumiu bem o clima: “Se for da vontade do Jair, ele topa”. Simples e direto, como costuma ser esse núcleo político.

Mas há um detalhe que pesa bastante nessa balança: Eduardo Bolsonaro. A relação entre Tarcísio e o deputado já teve altos e baixos, com críticas públicas no passado. E Tarcísio, que não é exatamente fã de brigas internas, acredita que disputar a Presidência num clima de rivalidade com Eduardo poderia causar confusão no eleitorado — e, pior, dividir o grupo que pretende seduzir nas urnas. Ou seja, para seguir adiante, ele quer tudo organizado, sem ruídos e sem atritos.

Por isso mesmo, enquanto observa o tabuleiro, o governador mantém o discurso de que está focado apenas em São Paulo. É quase um mantra repetido em entrevistas, eventos e até em conversas casuais com jornalistas. Estratégia? Total. Ao afastar a atenção de uma possível candidatura, ele evita ataques prematuros da oposição e ganha tempo para avaliar os movimentos adversários e aliados.

Só que a dança dos nomes na direita não termina aí. Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro, também começa a aparecer com mais insistência nas rodas de especulação. E nesta semana ele ganhou um apoio inusitado, porém ruidoso: Regina Duarte. A ex-atriz da Globo, que voltou aos holofotes por causa da reprise de Rainha da Sucata no “Vale a Pena Ver de Novo”, decidiu se manifestar nas redes sociais e declarar seu entusiasmo caso Flávio se lance à disputa.

Num post no Instagram, onde acumula mais de 3,5 milhões de seguidores, ela abriu o coração:
“Tô junto. É a proposta mais inspiradora pro país com que eu sonho… Diz aí: o que você pensa? Sou totalmente aberta à emissão de opiniões contraditórias. É assim que vivo a Democracia que nos rege, graças a Deus.”

A manifestação repercutiu rápido — como quase tudo que envolve a família Bolsonaro. E, de certa forma, adiciona mais um ingrediente ao caldo já quente das especulações sobre 2026. Entre gestos simbólicos, declarações calculadas e movimentos silenciosos, o jogo continua aberto. Enquanto isso, Tarcísio segue no seu estilo: cautela, silêncio estratégico e olhos bem atentos às próximas peças movimentadas no tabuleiro político.

No fim das contas, o que parece certo é que a direita ainda não tem um nome único para chamar de seu. Mas os próximos meses prometem definições — e, como sempre, algumas surpresas pelo caminho.

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