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Chega notícia urgente envolvendo ex-presidente Bolsonaro

O Governo do Distrito Federal (GDF) enviou nesta quarta-feira (22) um ofício ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja submetido a uma avaliação médica completa antes de cumprir eventual prisão no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O pedido, feito pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), busca garantir que as condições de saúde do ex-presidente sejam compatíveis com o ambiente e os recursos disponíveis no sistema prisional.

O documento, assinado pelo secretário Wenderson Souza e Teles, solicita que uma equipe médica especializada avalie o estado clínico de Bolsonaro. “Solicita-se que o apenado Jair Messias Bolsonaro seja submetido à avaliação médica por equipe especializada, a fim de que seja realizada avaliação de seu quadro clínico”, diz o texto encaminhado ao STF.

A solicitação ocorre em meio à aproximação do julgamento dos recursos relacionados à condenação de Bolsonaro no caso da suposta trama golpista. O ex-presidente foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito — uma decisão que, caso mantida, poderá levá-lo à prisão definitiva.

Segundo fontes ligadas à Seape, a intenção é se antecipar a uma possível ordem de prisão, garantindo que o sistema prisional esteja preparado para lidar com eventuais necessidades médicas. O governo do DF ressalta que o presídio da Papuda dispõe de estrutura hospitalar básica, mas não está adaptado para pacientes com histórico cirúrgico delicado como o do ex-presidente.

Nos últimos anos, Bolsonaro passou por diversas cirurgias abdominais em razão das complicações da facada sofrida durante a campanha de 2018, em Juiz de Fora (MG). Em setembro de 2025, ele chegou a ser levado de emergência ao Hospital DF Star, em Brasília, após apresentar fortes dores abdominais. Na ocasião, ficou internado por uma noite e recebeu cuidados intensivos.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar preventiva em sua casa, no Jardim Botânico, também na capital federal. A medida foi determinada em outro processo, que investiga sua possível participação e influência em ataques a autoridades brasileiras ocorridos nos Estados Unidos, supostamente articulados por seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Com o julgamento dos recursos da ação penal se aproximando, cresce a expectativa sobre o futuro do ex-presidente. Caso o STF confirme a sentença e determine o início imediato do cumprimento da pena, Bolsonaro poderá ser transferido para a Papuda, unidade de segurança máxima que abriga presos de diferentes perfis, incluindo ex-políticos e empresários condenados na Operação Lava Jato.

A possível transferência já gera movimentação entre aliados e adversários. Parlamentares do PL defendem que Bolsonaro permaneça em regime domiciliar por motivos de saúde, enquanto setores da oposição exigem o cumprimento integral da pena em regime fechado, argumentando que qualquer privilégio seria inaceitável.

Nos bastidores, a avaliação médica solicitada pela Seape é vista como uma medida técnica, mas também politicamente sensível, já que um eventual laudo pode influenciar decisões futuras sobre o local e as condições da prisão.

Enquanto o STF analisa o caso, a atenção se volta novamente a Brasília — cidade que, mais uma vez, se torna palco do entrelaçamento entre política, justiça e saúde em torno de um dos personagens mais polêmicos da história recente do país.
 

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