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Michelle Bolsonaro se cansa de líder do PT e manda resposta surpreendente

A troca de farpas entre aliados de Lula e Bolsonaro voltou a dominar as redes sociais nesta semana. Tudo começou quando o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), acionou oficialmente a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, pedindo uma investigação por supostos crimes contra a administração pública e atos de improbidade. A denúncia tem relação direta com o programa Pátria Voluntária, criado durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e coordenado por Michelle.

A resposta da ex-primeira-dama veio de imediato — e em tom de deboche. No Instagram, Michelle repostou uma notícia sobre a ação e escreveu, de forma provocativa: “Ele me ama”, acompanhada de um emoji de risada. A publicação viralizou em poucos minutos, acumulando milhares de comentários, entre apoiadores que celebraram a ironia e críticos que a acusaram de desrespeito.

Lindbergh, por sua vez, justificou a representação afirmando que há indícios de uso irregular de recursos públicos no Pátria Voluntária. Segundo o petista, a iniciativa teria direcionado verbas para instituições ligadas a aliados políticos e religiosos próximos ao antigo governo. “É preciso investigar com seriedade. O país não pode ter dois pesos e duas medidas quando se trata de combate à corrupção”, declarou o deputado à imprensa na terça-feira (14).

O gesto de Lindbergh foi interpretado por analistas como uma resposta direta à recente ofensiva do bolsonarismo contra a atual primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja. Na última semana, aliados do ex-presidente criticaram duramente um decreto assinado por Lula que amplia o acesso de Janja ao gabinete da Presidência, permitindo maior participação dela em agendas institucionais. Parlamentares da oposição chegaram a afirmar que o ato “oficializa um governo de casal”, expressão que ganhou força nas redes.

A polarização entre as duas figuras femininas — Michelle e Janja — tem se tornado um reflexo do embate político entre os dois campos que dividiram o país nas últimas eleições. Enquanto Michelle tenta se firmar como liderança dentro do PL Mulher e figura de influência no eleitorado evangélico, Janja busca consolidar uma imagem de engajamento social, especialmente em pautas ligadas à cultura, ao meio ambiente e à proteção de minorias.

Nos bastidores de Brasília, o caso é visto com cautela. Integrantes da PGR evitaram comentar a representação até o momento, mas fontes próximas ao órgão indicam que o pedido de investigação será analisado com base nos documentos apresentados pelo deputado. Caso haja elementos suficientes, o Ministério Público pode abrir um inquérito formal para apurar as denúncias.

Enquanto isso, o embate segue ganhando força nas redes. A postagem irônica de Michelle foi replicada por diversos influenciadores conservadores, que aplaudiram o tom leve e provocador da ex-primeira-dama. Do outro lado, militantes petistas interpretaram o gesto como uma demonstração de arrogância.

A disputa, que começou no campo jurídico, já se transformou em mais um capítulo da guerra simbólica entre lulistas e bolsonaristas. E, ao que tudo indica, ainda deve render novos desdobramentos — tanto nos tribunais quanto na arena virtual, onde o humor e a provocação parecem ter se tornado armas políticas tão poderosas quanto qualquer discurso.

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