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Veja quem é Rogéria Nantes Braga, ex-mulher de Bolsonaro feita refém com os pais em assalto no RJ

Nas últimas décadas, Rogéria Nantes Braga tem sido uma figura constante na política e na vida pública do Brasil. Como ex-esposa de Jair Bolsonaro e mãe de seus três filhos mais notórios — Flávio, Carlos e Eduardo —, Rogéria não apenas moldou sua identidade através de sua conexão com a família, mas também estabeleceu uma carreira independente. Com formação em publicidade e especializações em comunicação, marketing e administração, ela ingressou na política nos anos 1990.

Durante seu primeiro mandato como vereadora no Rio de Janeiro, de 1993 a 1996, ela ainda era casada com o então deputado federal Bolsonaro. O segundo mandato, de 1997 a 2000, foi caracterizado por sua separação, um processo conturbado que se estendeu até 1999. Nesse período, as tensões familiares aumentaram, especialmente quando Bolsonaro proibiu Rogéria de usar seu sobrenome nas campanhas políticas e apoiou a candidatura de Carlos Bolsonaro, que tinha apenas 17 anos na época, para concorrer a uma vaga contra a própria mãe.

Apesar das dificuldades, Rogéria mostrou resiliência ao tentar se estabelecer independentemente na política carioca. Mesmo sem ocupar cargos desde 2000, ela permaneceu ativamente envolvida na esfera pública de forma indireta, observando o crescimento da influência da família Bolsonaro no cenário nacional. Embora não tenha concorrido a cargos públicos recentemente, sua trajetória é frequentemente citada como um exemplo das complexas relações familiares que permeiam a política brasileira.

Diversas controvérsias envolvendo seu nome foram frequentemente destacadas pela mídia. O divórcio de 1999, por exemplo, permanece na memória pública como um evento marcante que mesclou questões pessoais e políticas. Nos últimos tempos, a dinâmica com o ex-presidente alcançou um patamar mais sereno. Os dois passaram a exibir uma convivência amistosa, e Rogéria até manifestou apoio político a Bolsonaro em ocasiões significativas, utilizando suas redes sociais para fortalecer essa ligação.

Contudo, a tranquilidade que marcou os últimos anos de sua vida foi subitamente rompida por um episódio de tensão. A rotina serena da família de Rogéria, em Resende (RJ), foi abalada por uma situação de risco e apreensão. De acordo com relatos posteriores, tudo se desencadeou de forma abrupta e inesperada, deixando marcas emocionais que dificilmente serão apagadas.

O ambiente da casa, antes um santuário de paz, transformou-se em um cenário de desespero. As pessoas ali presentes enfrentaram intimidações, humilhações e a presença ameaçadora de homens armados, que agiam com uma frieza assustadora. A tensão se estendeu por um tempo que parecia eterno, fazendo com que cada minuto se arrastasse como horas de terror.

Foi apenas após a partida dos criminosos que se pôde respirar aliviado. Embora ninguém tenha sofrido ferimentos físicos, o impacto psicológico foi inevitável. Eduardo Bolsonaro, ao descrever o ocorrido, revelou aspectos que colocaram o país em estado de alerta: na manhã do dia 25 de agosto, Rogéria Nantes Braga e seus pais foram mantidos como reféns durante um assalto em sua residência, enquanto os ladrões fugiam com o carro da família.

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