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Especialista fala sobre as chances de cura após diagnóstico de Netinho de Paula

O cantor Netinho de Paula, de 56 anos, recebeu o diagnóstico de câncer de tireoide e deverá passar por uma cirurgia em outubro para a retirada do nódulo identificado na glândula. A informação foi divulgada neste sábado (26/9), após a assessoria de imprensa do artista confirmar o diagnóstico. De acordo com o comunicado, exames realizados por Netinho detectaram um carcinoma papilífero em estágio inicial, considerado o tipo mais comum de câncer de tireoide. A descoberta fez com que o cantor fosse encaminhado para acompanhamento especializado e para o procedimento cirúrgico, que será realizado com o objetivo de retirar a alteração encontrada. O diagnóstico chamou atenção justamente por ter ocorrido em uma fase inicial da doença, circunstância que pode favorecer o tratamento.

O carcinoma papilífero costuma apresentar evolução mais lenta e, segundo as informações divulgadas, é uma das formas de câncer de tireoide com melhores perspectivas quando identificado precocemente. A endocrinologista Lorena Lima Amato explicou que, quando o tumor ainda é pequeno, com menos de 1 centímetro, e permanece restrito à tireoide, as chances de cura podem ser muito altas. “Se o tumor for detectado ainda pequeno (menos de 1 cm) e estiver restrito à glândula tireoide, a taxa de cura é alta, perto de 100%”, afirmou a especialista. No caso de Netinho, a confirmação de que o carcinoma está em estágio inicial representa uma informação relevante dentro do planejamento médico, embora a condução do tratamento dependa das características específicas identificadas nos exames e durante o acompanhamento com os profissionais responsáveis.

A tireoide é uma glândula localizada na região anterior do pescoço e responsável pela produção de hormônios que participam de diversas funções do organismo. O câncer nessa região pode se desenvolver de maneira discreta, fazendo com que alterações iniciais passem despercebidas. Em alguns casos, a pessoa percebe apenas um pequeno nódulo ou caroço no pescoço. Também podem aparecer sinais como rouquidão ou mudanças persistentes na voz, dificuldade para engolir, dificuldade para respirar e aumento dos gânglios linfáticos localizados no pescoço. Entretanto, a presença desses sintomas não significa necessariamente que exista um câncer, já que diferentes condições podem provocar alterações semelhantes. Por isso, mudanças persistentes devem ser avaliadas por um profissional de saúde para que seja possível identificar a causa.

O cirurgião de cabeça e pescoço Erivelto Volpi chamou atenção justamente para essa característica da doença. Segundo ele, os sinais podem passar despercebidos ou acabar associados a situações consideradas menos preocupantes. “Por isso é importante procurar um especialista ao notar qualquer alteração persistente na região do pescoço”, aconselhou o médico. Entre os fatores relacionados ao maior risco de desenvolvimento do câncer de tireoide estão tratamentos anteriores envolvendo radiação na região da cabeça, pescoço ou tórax, especialmente quando realizados durante a adolescência, além de histórico familiar. A idade acima dos 40 anos também aparece entre os fatores citados, assim como a presença de um nódulo de tamanho significativo que apresente crescimento rápido. Esses fatores, porém, não significam que uma pessoa necessariamente desenvolverá a doença.

A investigação de alterações na tireoide costuma começar com exames de imagem, especialmente a ultrassonografia, que permite avaliar características e tamanho dos nódulos encontrados. Quando existe indicação médica, pode ser realizada a punção aspirativa por agulha fina, conhecida pela sigla PAAF, procedimento utilizado para analisar as células presentes na alteração. A partir dos resultados, a equipe médica determina qual será a estratégia adequada para cada paciente. Nos casos em que o diagnóstico confirma a presença de câncer, uma das principais formas de tratamento é a cirurgia para retirada parcial ou total da tireoide. Dependendo das características do tumor e da avaliação médica, outras abordagens podem ser consideradas, incluindo o uso de terapia com iodo radioativo.

No caso de Netinho de Paula, a programação divulgada pela assessoria é de que a cirurgia aconteça em outubro, com o objetivo de remover o nódulo identificado na tireoide. O diagnóstico de carcinoma papilífero em estágio inicial passa, portanto, a ser acompanhado de perto pela equipe responsável pelo tratamento. O cantor, que tem 56 anos, deverá seguir as orientações médicas durante as próximas etapas do processo. A confirmação pública da doença também trouxe atenção para a importância da investigação de alterações persistentes na região do pescoço, especialmente porque o câncer de tireoide pode apresentar poucos sinais no começo. Para Netinho, o próximo passo será a realização do procedimento planejado e o acompanhamento posterior, etapas que permitirão à equipe médica avaliar a evolução do quadro e definir os cuidados necessários.

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