Verônica Costa é presa e faz desabafo ao ser levada pela Polícia Civil: “Não sou bandida”

A ex-vereadora do Rio de Janeiro Verônica Costa, conhecida como “Mãe Loira do Funk”, foi presa na quinta-feira (24), em Petrópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A prisão ocorreu após o cumprimento de um mandado relacionado a uma condenação definitiva que prevê pena de 10 anos e 8 meses de reclusão.
Verônica foi localizada no Vale das Videiras, em Araras, distrito de Petrópolis. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, agentes da Polícia Civil realizaram diligências para encontrá-la depois que uma tentativa anterior de cumprimento do mandado, em um endereço na Barra da Tijuca, não havia resultado em sua localização.
Ao ser conduzida pelos policiais, Verônica falou com jornalistas e contestou a maneira como o caso vem sendo apresentado. Em uma declaração registrada durante sua chegada à unidade policial, ela afirmou que não se considera uma criminosa e declarou: “Não sou bandida”. A ex-vereadora também disse acreditar que houve um erro no processo judicial que levou à sua condenação.
A prisão está relacionada a um processo envolvendo seu ex-marido, Márcio Costa. O caso teve origem em uma acusação de tortura, pela qual Verônica acabou condenada pela Justiça. A sentença passou por diferentes etapas ao longo dos anos até que a condenação se tornasse definitiva.
A pena inicialmente estabelecida era menor, mas posteriormente foi ampliada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Em decisão anterior, a condenação chegou a 10 anos e 8 meses de prisão, com determinação para início do cumprimento em regime fechado. Com o encerramento das possibilidades de recurso previstas no processo, foi expedida a ordem para o cumprimento da pena.
A prisão encerra, ao menos neste momento, um capítulo de uma longa disputa judicial que ganhou repercussão pública justamente pela notoriedade de Verônica. Antes de ingressar na política, ela ficou conhecida no cenário do funk carioca e construiu uma carreira ligada ao entretenimento. Posteriormente, passou a atuar na vida pública e chegou a ocupar uma cadeira na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Durante a abordagem, a ex-vereadora demonstrou indignação com a situação e reforçou que considera injusta a forma como sua história vem sendo retratada. Suas declarações, no entanto, representam a versão apresentada por ela sobre o caso e não alteram, por si só, o conteúdo da decisão judicial que determinou o cumprimento da pena.
A defesa de Verônica tem sustentado questionamentos relacionados ao processo e à condenação. O caso, que se arrasta há anos, continua chamando atenção justamente pela trajetória pública da ex-vereadora e pela mudança significativa em sua rotina após a determinação de cumprimento da pena.
A prisão também repercutiu nas redes sociais e entre pessoas que acompanham a trajetória da chamada “Mãe Loira do Funk”. A notícia rapidamente passou a circular em diferentes plataformas, reacendendo discussões sobre o processo judicial e sobre a atuação de Verônica antes e depois de sua carreira política.
Com a prisão efetivada, os próximos passos passam a seguir os procedimentos previstos para o cumprimento da sentença. A situação de Verônica deverá ser acompanhada pelas autoridades responsáveis pela execução penal, enquanto eventuais medidas jurídicas cabíveis poderão ser analisadas por sua defesa.
O episódio representa uma mudança importante na trajetória de uma personalidade que durante décadas esteve presente no cenário do funk, na televisão e na política do Rio de Janeiro. Agora, aos 10 anos e 8 meses de condenação determinados pela Justiça, Verônica Costa inicia uma nova etapa marcada pelo cumprimento da decisão judicial, ao mesmo tempo em que continua afirmando que considera injusta a condenação e que pretende defender sua versão dos acontecimentos.



