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Triste despedida: Atriz Paloma Duarte chora e recebe apoio ao aparecer em público no luto

A despedida de Gracindo Jr. reuniu familiares, amigos e importantes nomes da televisão brasileira nesta quinta-feira (3), no Crematório e Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro. Entre os presentes estava a atriz Paloma Duarte, que chegou ao local para prestar uma última homenagem ao ator e diretor, morto aos 83 anos. Visivelmente emocionada, a artista preferiu não conversar com os jornalistas que acompanhavam a cerimônia e manteve reservado o momento de despedida. A presença de Paloma ganhou destaque não apenas pela trajetória profissional que compartilhava com o veterano, mas também pelos laços familiares que aproximavam os dois.

A relação entre Paloma Duarte e Gracindo Jr. possui uma história que vai muito além dos trabalhos realizados na televisão. Paloma é filha da atriz Débora Duarte, que foi casada com Gracindo Jr. durante um período de sua vida. Dessa união nasceu Daniela Gracindo, irmã de Paloma por parte de mãe e uma das filhas do ator. Por esse motivo, a morte do veterano representou também uma perda dentro de uma família profundamente ligada à arte brasileira. Ao chegar ao velório, Paloma encontrou familiares e colegas que compartilhavam o mesmo sentimento de despedida, mas escolheu preservar sua intimidade diante da imprensa.

Além do vínculo familiar, Paloma e Gracindo Jr. também tiveram uma experiência profissional em comum. Os dois fizeram parte do elenco de “Cidadão Brasileiro”, novela exibida pela Record em 2006. A produção marcou uma das diversas fases da carreira do ator e diretor, que transitou por diferentes funções ao longo de mais de cinco décadas dedicadas ao entretenimento. Gracindo Jr. atuou como intérprete, diretor e roteirista, construindo uma trajetória que passou pelo rádio, teatro, televisão e cinema. Sua carreira começou ainda na adolescência e posteriormente ele se tornou um dos nomes associados à história da televisão brasileira.

Filho do consagrado ator Paulo Gracindo, Gracindo Jr. carregava um sobrenome que já possuía enorme importância na dramaturgia nacional, mas construiu sua própria trajetória diante e atrás das câmeras. Ele participou da inauguração da TV Globo em 1965 e esteve em produções marcantes, como “O Bem-Amado” e “O Casarão”. Em uma das experiências mais simbólicas de sua carreira, pai e filho interpretaram o mesmo personagem em diferentes fases da novela “O Casarão”. Gracindo Jr. também trabalhou como diretor em produções importantes, incluindo a novela “Marron-Glacé” e o programa “Os Trapalhões”, ampliando sua contribuição para a televisão.

A cerimônia desta quinta-feira foi marcada pela presença de diversos artistas que fizeram parte da história profissional e pessoal de Gracindo Jr. Othon Bastos, Leonardo Brício, Adriana Birolli e Cláudio Lins estiveram no local para prestar suas homenagens. José Mayer também participou da despedida. As imagens registradas durante o velório mostraram familiares e amigos reunidos em um momento de forte emoção, especialmente os filhos do artista. A cerimônia foi aberta ao público, permitindo que admiradores também pudessem comparecer ao Cemitério da Penitência para prestar uma última homenagem ao ator e diretor.

Gracindo Jr. morreu na noite de terça-feira (1º), em sua casa, no Rio de Janeiro, aos 83 anos. Informações divulgadas posteriormente apontaram que a morte ocorreu por causas naturais. O artista era casado havia mais de cinco décadas com Daisy Poli e deixou quatro filhos: Yan, Daniela, Gabriel e Pedro, além de sete netos. A notícia provocou manifestações de carinho entre profissionais do meio artístico, que destacaram a contribuição de Gracindo Jr. para diferentes áreas da cultura brasileira. Sua trajetória, construída durante mais de 50 anos, deixou registros no teatro, no rádio, na televisão e no cinema.

Para Paloma Duarte, a despedida teve um significado ainda mais profundo justamente pela combinação entre afeto familiar e admiração profissional. Sem fazer declarações, a atriz deixou o local preservando um momento que, para ela, ultrapassava a repercussão pública da morte de um artista conhecido. A presença silenciosa de Paloma acabou chamando atenção porque simbolizou uma despedida marcada pela emoção, enquanto colegas e familiares também prestavam suas homenagens. Gracindo Jr. encerra sua trajetória deixando uma contribuição expressiva para a dramaturgia brasileira e uma história que permanece ligada a diferentes gerações de artistas, incluindo pessoas de sua própria família que continuam mantendo viva essa relação com a cultura e o entretenimento.

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