Famosos

Samara Felippo reafirma visão sobre os desafios da maternidade e o impacto na rotina

A atriz Samara Felippo voltou a falar abertamente sobre as dificuldades da maternidade em uma entrevista recente, reafirmando declarações feitas anos atrás e explicando como a rotina diária continua afetando sua vida pessoal e profissional. Mãe de duas filhas adolescentes, Alícia e Lara, ela reiterou que não gosta de alguns aspectos da função materna, ao mesmo tempo em que reforçou o amor incondicional que sente por elas.

Em 2023, durante participação em um podcast, Samara havia declarado que não apreciava acordar cedo, não gostou da experiência da gravidez — citando manchas na pele — e lamentou ter pausado a carreira em determinados momentos. Na ocasião, ela enfatizou que essas sensações não invalidavam sua maternidade nem o vínculo com as filhas. Agora, ao ser questionada novamente sobre o tema, a atriz confirmou que ainda pensa da mesma forma. “Ainda penso isso. Você não dorme nunca mais”, afirmou, mencionando situações cotidianas como a chegada de uma das filhas de madrugada, por volta das 4h30.

A artista também revisitou o período da segunda gravidez, ocorrida enquanto usava dispositivo intrauterino. Ela descreveu a gestação da caçula em um contexto de turbulência pessoal, marcado por traição, separação e reconciliação no relacionamento com o pai das meninas, o ex-jogador de basquete Leandro Barbosa. Samara contou que a primeira gravidez havia sido idealizada, com preparativos em cidades americanas, mas que a realidade familiar se mostrou diferente do que imaginava. “A gente idealiza e se ferra”, resumiu, refletindo sobre expectativas frustradas em relação à família que havia projetado.

Ao longo da conversa, a atriz classificou a maternidade como “uma grande maluquice”, associando a decisão de ter o segundo filho a uma combinação de fatores inconscientes, como o desejo de proporcionar uma irmã à filha mais velha e experiências familiares próprias, incluindo a perda do pai na juventude. Ela destacou que a criação das filhas, realizada em grande parte de forma solo, exige uma dedicação contínua que se estende por anos e interfere diretamente no sono, no tempo disponível e nas oportunidades profissionais.

Samara Felippo tem sido uma voz recorrente sobre a sobrecarga materna. Em diversas oportunidades anteriores, ela abordou a exaustão emocional, a ausência de divisão igualitária de responsabilidades e a pressão social para que as mulheres desempenhem o papel de mães sem reclamar. Em suas falas, costuma diferenciar o amor pelos filhos da experiência prática de cuidar deles sozinha, argumentando que a romantização excessiva da maternidade dificulta conversas honestas sobre cansaço, culpa e limitações.

A atriz, que também atua como produtora e DJ, costuma contextualizar suas críticas a partir de um lugar de privilégio relativo, reconhecendo que muitas mulheres enfrentam condições ainda mais adversas. Mesmo assim, insiste na necessidade de discutir abertamente os impactos da maternidade na carreira e na saúde mental. A pausa profissional durante as gestações e a necessidade constante de conciliar trabalho com demandas domésticas e escolares são pontos que ela menciona com frequência como exemplos concretos de como a rotina se transforma.

Especialistas em temas familiares e de gênero observam que depoimentos como o de Samara contribuem para um debate mais amplo sobre a divisão de tarefas parentais e o apoio institucional às mães. Em sociedades em que o cuidado com os filhos ainda recai majoritariamente sobre as mulheres, relatos sinceros ajudam a questionar ideais de perfeição e a valorizar a diversidade de experiências maternas. A própria atriz tem afirmado, em diferentes momentos, que o objetivo de suas declarações não é desestimular a maternidade, mas torná-la mais consciente e menos carregada de expectativas irreais.

As filhas de Samara, hoje com 17 e 13 anos, crescem em um ambiente em que a mãe prioriza o diálogo sobre esses temas. A atriz costuma reforçar que o amor pelas meninas é profundo e que dedicar a vida a elas não significa gostar de todos os aspectos da rotina. Essa distinção, segundo ela, é fundamental para que outras mulheres se sintam menos isoladas ao admitir cansaço ou insatisfação com determinadas fases.

O retorno ao assunto em 2026 mostra que a discussão permanece atual. Samara Felippo continua usando sua visibilidade para abordar a maternidade de forma realista, sem deixar de lado o afeto que nutre pelas filhas. Sua postura abre espaço para reflexões sobre como a sociedade pode apoiar melhor as mães, equilibrando expectativas com a realidade do dia a dia e reconhecendo que o amor parental coexiste com desafios concretos de sono, tempo e carreira.

 

Mostrar mais

LEIA TAMBÉM: