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Atriz de A Usurpadora falece aos 84 anos e deixa legado na televisão

A televisão latino-americana perdeu uma de suas artistas veteranas. Chelo Rodríguez, conhecida por seu trabalho na versão original de A Usurpadora, morreu aos 84 anos. A notícia foi confirmada pela imprensa venezuelana na noite de 13 de agosto de 2026 e rapidamente repercutiu entre admiradores de novelas antigas.

Nascida na Galícia, na Espanha, Consuelo Rodríguez Álvarez mudou-se ainda adolescente para Caracas, na Venezuela. Foi no país sul-americano que começou a construir sua trajetória artística, inicialmente como modelo. Com o passar dos anos, encontrou na televisão seu principal espaço e tornou-se um dos nomes conhecidos da chamada era de ouro das telenovelas venezuelanas.

Embora muitos brasileiros associem A Usurpadora imediatamente a Gaby Spanic, a história exibida em 1998 no México teve uma produção anterior. A primeira versão da novela foi realizada na Venezuela, em 1971, e contou com Chelo Rodríguez no papel de Verônica.

A personagem era uma secretária ligada à família Bracho e fazia parte da trama que conquistou o público daquele período. Décadas depois, a adaptação mexicana alcançou enorme popularidade em vários países, inclusive no Brasil, principalmente por meio das exibições do SBT.

Por isso, a trajetória de Chelo também ajuda a lembrar uma fase importante da dramaturgia latino-americana. Antes da popularização das plataformas digitais, as novelas eram um dos principais meios de entretenimento para milhões de pessoas.

Chelo Rodríguez não ficou conhecida apenas por A Usurpadora. Ao longo de sua carreira, participou de diferentes produções de televisão e assumiu papéis de destaque. Entre os trabalhos lembrados estão Rafaela, novela de 1977 na qual interpretou a personagem principal, além de María del Mar, La Revancha e Engañada.

Sua última aparição na televisão aconteceu em 2008, na produção ¿Vieja, Yo?. Depois disso, permaneceu afastada das telas durante aproximadamente uma década, enquanto enfrentava problemas de saúde.

Nos últimos anos, Chelo enfrentou uma fase de cuidados médicos. Ela havia recebido o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica e, em março de 2026, revelou que também estava realizando tratamento contra um câncer. Apesar das dificuldades, chegou a compartilhar uma mensagem de esperança durante esse período.

A causa oficial da morte não foi divulgada pelas autoridades ou pela família. O velório ocorreu em Caracas, na Venezuela, em 13 de agosto.

A despedida de Chelo Rodríguez representa o fim de uma longa trajetória dedicada à televisão. Para quem acompanhou suas novelas, seu nome permanece ligado a personagens que ajudaram a construir a história da dramaturgia venezuelana. E, para os fãs de A Usurpadora, sua participação na primeira versão da trama ganha agora um significado ainda mais especial.

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