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Laura Cardoso faleceu em casa aos 98 anos em casa e sentiu um mal-estar

Laura Cardoso morreu aos 98 anos na noite de segunda-feira (17), em sua casa, no bairro de Sumaré, na zona oeste de São Paulo. Segundo informações da família, a atriz estava acompanhada por pessoas próximas quando apresentou um mal-estar por volta das 23h20. O episódio aconteceu depois de um período em que a veterana já levava uma rotina mais reservada e distante dos estúdios de televisão. A filha da atriz, Fátima Cardoso, confirmou que Laura passou mal naquela noite, mas as informações divulgadas pela família não detalharam quais sintomas ela apresentou nem apontaram uma causa específica para a morte. Por isso, não é possível afirmar que ela tenha sentido uma dor ou tenha enfrentado determinado problema de saúde antes de partir.

A notícia da morte foi divulgada nas redes sociais por familiares, que prestaram uma homenagem à atriz e destacaram a importância que ela teve na vida de diferentes gerações. Laura estava em casa, cercada pela família, quando apresentou o mal-estar, e seus últimos momentos aconteceram longe da rotina pública que marcou boa parte de sua trajetória. Nos últimos anos, a artista já aparecia com menos frequência na televisão, embora continuasse sendo lembrada por seu trabalho. A despedida reservada também refletiu essa fase mais tranquila de sua vida, marcada pelo convívio familiar. O velório acontece nesta terça-feira (18), das 8h às 14h, no Funeral Home, em São Paulo, em uma cerimônia destinada a familiares e pessoas próximas.

A trajetória de Laura Cardoso começou quando ela ainda era adolescente e atravessou praticamente toda a história da televisão brasileira. Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, em 1927, ela iniciou a carreira aos 15 anos, passou pelo rádio, participou de radionovelas e trabalhou como dubladora antes de se tornar uma das pioneiras da televisão. Na TV Tupi, esteve em teleteatros e novelas e estreou em Tribunal do Coração, em 1952. Depois, também trabalhou em diferentes emissoras, incluindo Record, Band e TV Cultura. Em 1981, chegou à Globo para atuar em Brilhante e, dois anos depois, passou a integrar o elenco fixo da emissora, onde construiu uma das fases mais conhecidas de sua carreira.

Ao longo de mais de sete décadas de atuação, Laura Cardoso participou de mais de 60 novelas e interpretou personagens que permanecem na memória do público. Entre os trabalhos mais lembrados estão Dona Isaura, de Mulheres de Areia, e Dona Guiomar, de A Viagem. A atriz também esteve em produções como Fera Radical, Felicidade, Mundo da Lua, Irmãos Coragem, Chocolate com Pimenta, Caminho das Índias, Gabriela e O Outro Lado do Paraíso. Seu último trabalho em uma novela foi em A Dona do Pedaço, em 2019, quando participou como Matilde. Mesmo depois de diminuir o ritmo profissional, ela ainda apareceu em projetos especiais, incluindo o curta-metragem Dona Rosinha, de 2025.

O reconhecimento pela contribuição de Laura Cardoso à cultura brasileira veio por diferentes caminhos. Durante a carreira, ela recebeu cinco troféus da Associação Paulista de Críticos de Arte, três Prêmios Grande Otelo, dois Prêmios Shell e dois Troféus Imprensa. Em 2006, recebeu ainda a Ordem do Mérito Cultural. Em 2024, foi homenageada em um episódio do Tributo, da Globo, e em outubro de 2025 participou da inauguração de sua estrela na Calçada da Fama dos Estúdios Globo. A atriz também mantinha um contrato vitalício com a emissora e participou da vinheta de fim de ano exibida em 2025, mostrando que, mesmo afastada das novelas, continuava sendo uma figura de enorme relevância para a televisão brasileira.

Assim, os relatos sobre os momentos que antecederam a morte de Laura Cardoso são bastante objetivos: ela estava em casa com a família e apresentou um mal-estar por volta das 23h20. Até o momento, as informações divulgadas não especificam exatamente o que a atriz sentiu, quais sintomas apresentou ou qual foi a causa da morte. Essa distinção é importante para evitar especulações sobre seus últimos minutos. Mais do que a circunstância de sua despedida, Laura deixa uma história construída desde a adolescência e marcada por personagens, prêmios e décadas de dedicação às artes. Aos 98 anos, a atriz encerra uma trajetória singular, mas permanece como um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira.

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