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Perez Hilton pode perder guarda dos três filhos; entenda

O blogueiro e influenciador Perez Hilton, conhecido por décadas de cobertura de celebridades e cultura pop, atravessa um momento delicado após um episódio de crise de saúde mental registrado no início de agosto de 2026. O incidente, que levou à sua hospitalização, resultou também em uma decisão familiar importante: a mãe do apresentador pediu e obteve a guarda temporária de seus três filhos, com o consentimento do próprio Hilton.

Nascido Mario Armando Lavandeira Jr., Hilton construiu uma carreira marcada pela irreverência e pela proximidade com o público através de redes sociais e de seu site de fofocas. Pai solo de três crianças — um menino de 13 anos e duas meninas de 11 e 8 anos —, ele havia se mudado recentemente para a Flórida com a família, buscando maior proximidade com parentes. A rotina familiar, no entanto, foi interrompida de forma abrupta quando o influenciador apresentou sinais de grave sofrimento emocional.

Na noite do dia 4 de agosto, autoridades de Miami-Dade receberam diversas ligações de pessoas que acompanhavam uma transmissão ao vivo nas redes sociais. As equipes de emergência se dirigiram à residência do blogueiro e, após avaliarem a situação, o conduziram a um hospital local. Hilton foi internado sob a legislação estadual que permite a avaliação psiquiátrica involuntária em casos de risco iminente. A família informou posteriormente que ele permanecia em estado grave, porém estável, e que o processo de recuperação exigiria tempo e cuidados médicos adequados.

Um detalhe central do episódio envolveu os filhos. Segundo comunicado da própria família, as crianças, uma sobrinha e a irmã de Hilton estavam na casa minutos antes do momento mais crítico. Assim que perceberam a gravidade da crise, deixaram o local imediatamente, priorizando a proteção dos menores. As autoridades confirmaram que, quando chegaram, o influenciador estava sozinho. A preocupação com o impacto emocional sobre os filhos se tornou o foco das decisões subsequentes.

Poucos dias depois, em 7 de agosto, a mãe de Hilton, Teresita Lavandeira, protocolou pedido de guarda temporária na Justiça de Miami-Dade. O documento deixa claro que a medida busca resguardar as crianças de novos traumas e garantir-lhes estabilidade e normalidade neste período. Hilton assinou o consentimento voluntariamente, reconhecendo que a transferência temporária da guarda atendia ao melhor interesse dos menores. A mãe passa a ter autoridade para decisões relacionadas à saúde, educação e cuidados cotidianos dos netos. A guarda é provisória, e Hilton poderá solicitar a revisão no futuro, eventualmente com um plano de transição acompanhado.

A advogada da família reforçou que o objetivo principal é proteger as crianças e permitir que todos se recuperem com o máximo de privacidade possível. Em notas oficiais, parentes pediram respeito ao momento e pediram que apenas informações autorizadas pelo site do próprio Hilton fossem consideradas oficiais. O influenciador ainda não se pronunciou publicamente, e a comunicação com a imprensa permanece restrita ao círculo próximo e à equipe médica.

O caso reacende debates importantes sobre saúde mental, especialmente entre figuras públicas constantemente expostas nas redes sociais. A pressão do ambiente digital, a dificuldade em equilibrar carreira e paternidade solo e a necessidade de redes de apoio eficazes aparecem como elementos centrais. Especialistas em saúde mental reiteram que crises desse tipo exigem acolhimento imediato, tratamento contínuo e, acima de tudo, um ambiente seguro para a recuperação e para o cuidado das crianças envolvidas.

A decisão da família de buscar a guarda temporária demonstra uma priorização clara do bem-estar infantil. Em vez de deixar a situação se desenrolar publicamente, os parentes agiram com rapidez para criar um espaço de estabilidade. Esse movimento, embora doloroso, reflete o reconhecimento de que o processo de recuperação de Hilton será longo e que as crianças precisam de rotina e suporte emocional consistentes.

Neste momento, a expectativa é de que Hilton receba o tratamento necessário e que a família consiga atravessar o período com o mínimo de exposição possível. O episódio serve como lembrete de que, por trás das personas digitais, existem pessoas reais lidando com vulnerabilidades humanas. O respeito à privacidade e o apoio à saúde mental continuam sendo as respostas mais adequadas diante de situações tão complexas.

A guarda temporária representa, por ora, um acordo familiar fundamentado no cuidado e na proteção. Enquanto Hilton se recupera, os filhos permanecem sob a responsabilidade da avó, cercados pelo suporte da família estendida. O desfecho futuro dependerá da evolução do quadro clínico e da capacidade de reorganização da rotina familiar. Por enquanto, o foco permanece na recuperação e na preservação do bem-estar de todos os envolvidos.

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