Ex-genro de Ana Maria Braga se dispõe a assinar divórcio em troca de contato com as filhas

O colombiano Badarik González, ex-marido de Mariana Maffeis, filha da apresentadora Ana Maria Braga, manifestou disposição para assinar os documentos do divórcio caso consiga retomar o contato com as duas filhas do casal. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Melhor da Tarde, da Band, nesta quinta-feira (30).
González demonstrou emoção ao falar sobre a distância das crianças. Segundo ele, o principal desejo no momento é poder ver fotos ou vídeos das filhas e manter comunicação regular com elas. “Eu queria principalmente ver uma foto dos meus filhos. Eu quero poder ligar para eles todos os dias ou dia sim, dia não”, afirmou. Em determinado momento, ele indicou que assinaria os papéis do divórcio imediatamente se essa condição fosse atendida.
A separação de Mariana Maffeis e Badarik González tornou-se pública nos últimos dias, após a empresária compartilhar um vídeo em seu canal no YouTube. No depoimento, Mariana relatou que o término ocorreu há cerca de dois meses e descreveu o processo como doloroso, mas libertador. Ela mencionou um processo de acomodação na relação e refletiu sobre padrões recorrentes em seus relacionamentos.
Desde o fim do casamento, as comunicações entre o ex-casal ocorrem exclusivamente por meio de advogados. Mariana solicitou medida protetiva contra o ex-marido, o que, segundo González, também restringe o contato com as filhas. Ele confirmou a existência da medida durante a entrevista, mas questionou sua extensão e os motivos que a originaram.
Badarik González negou as acusações que envolvem seu nome, incluindo supostas agressões e assédio. Ele reconheceu a presença de ciúmes durante o relacionamento, descrevendo-o como uma dinâmica comum em casais, agravada por desafios familiares e rotinas diárias. Sobre um episódio recente de furto que lhe é atribuído, ocorrido em um festival em Minas Gerais, o professor de ioga admitiu ter pego um objeto, mas afirmou tê-lo devolvido em seguida, contextualizando a situação como um momento de dificuldade financeira após deixar a residência do casal.
O colombiano ressaltou que não pretende atacar a ex-esposa e reafirmou sentimentos de afeto pela família formada. “Não quero atacar ninguém”, disse, destacando o desejo de preservar o bem-estar das crianças. Ele também mencionou ter quatro irmãs e uma mãe, buscando reforçar seu respeito pelas mulheres.
A apresentadora Ana Maria Braga, avó das crianças, tem se mantido discreta publicamente sobre o tema. Em aparições recentes em seu programa Mais Você, na Globo, ela preferiu não comentar detalhes da separação da filha, reforçando sua posição como uma sogra que evita dar palpites. Mariana Maffeis, por sua vez, tem utilizado as redes sociais e o YouTube para compartilhar reflexões pessoais sobre o fim do casamento, sem entrar em detalhes judiciais.
O caso ilustra os desafios comuns em processos de separação que envolvem filhos menores, especialmente quando medidas protetivas são acionadas. No Brasil, a Lei Maria da Penha e o Estatuto da Criança e do Adolescente orientam essas situações, priorizando a proteção das vítimas e o direito das crianças ao convívio familiar, desde que não haja riscos.
Especialistas em direito de família destacam que acordos amigáveis, quando possíveis, tendem a reduzir o impacto emocional sobre os filhos. No entanto, quando há discordâncias sobre os termos do divórcio ou preocupações de segurança, a intervenção judicial se torna necessária para definir responsabilidades e direitos de visita.
Até o momento, não há informações sobre uma possível conciliação entre as partes. O processo segue em andamento na Justiça, com o foco principal no bem-estar das duas crianças. González, que atua como professor de ioga, continua residindo no Brasil e manifestou intenção de cumprir as determinações legais enquanto busca restabelecer o vínculo paterno.
A visibilidade do caso, impulsionada pela notoriedade de Ana Maria Braga, traz à tona discussões sobre relacionamentos, responsabilidades parentais e o equilíbrio entre proteção e convívio familiar em separações conflituosas. Familiares e amigos próximos acompanham o desenrolar dos acontecimentos com expectativa de uma solução que priorize as necessidades das crianças.



