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Craque Neto critica Ronaldo Fenômeno por interação com Trump durante final da Copa do Mundo

A final da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, foi marcada não apenas pela decisão entre Espanha e Argentina, mas também por uma polêmica que envolveu dois ícones do futebol brasileiro. Ronaldo Fenômeno, embaixador da FIFA, protagonizou uma cena ao lado do presidente americano Donald Trump, o que gerou críticas do comentarista Craque Neto.

Durante as celebrações da final, Ronaldo foi filmado levando a taça da Copa do Mundo até o camarote onde Trump assistia à partida. O ex-jogador, que atua como embaixador do evento, apresentou o troféu ao presidente dos Estados Unidos, permitindo que ele observasse e tocasse o símbolo máximo do torneio. A imagem rapidamente se espalhou nas redes sociais e nos veículos de comunicação, gerando debates sobre a adequação do gesto em um contexto de alto perfil político e esportivo.

Craque Neto, conhecido por suas análises diretas no programa Os Donos da Bola, da Band, não poupou críticas à atitude de Ronaldo. Em tom enfático, o comentarista afirmou que a cena “não precisava” acontecer. Para Neto, o ex-atacante extrapolou sua função ao se aproximar de forma tão visível de uma figura política controversa como Trump, especialmente em um momento de celebração do esporte.

“Não precisava. Coisa ridícula”, disse Neto durante a transmissão, questionando a motivação por trás do gesto. O comentarista sugeriu que Ronaldo, ao levar a taça até o presidente, assumiu um papel que misturava esporte e política de maneira desnecessária, o que poderia comprometer a imagem neutra que o futebol busca manter em eventos globais. Neto, que frequentemente comenta sobre o comportamento de ex-jogadores em suas novas funções, viu na ação um excesso de proximidade com o poder político.

Ronaldo Fenômeno tem atuado como embaixador da FIFA em diversas iniciativas relacionadas à Copa de 2026. Sua presença na final era esperada, dada sua trajetória como bicampeão mundial e um dos maiores nomes da história do esporte. No entanto, o episódio com Trump ampliou o escrutínio sobre o limite entre as responsabilidades institucionais e as interpretações pessoais.

A FIFA confirmou que a participação de Trump na cerimônia de premiação seguia o protocolo estabelecido com as autoridades do país-sede. O presidente americano, que acompanhou a partida ao lado de outras autoridades, integrou a entrega simbólica do troféu à seleção campeã. Nesse contexto, a interação com Ronaldo ocorreu em um ambiente de camarote, antes ou durante as celebrações oficiais.

O debate reacendeu discussões antigas sobre o papel dos embaixadores do futebol em eventos que envolvem líderes mundiais. Para parte da opinião pública, o gesto de Ronaldo representou apenas cortesia e diplomacia esportiva. Para outros, incluindo Neto, tratou-se de uma exposição desnecessária que poderia ser evitada para preservar a essência do esporte como elemento unificador, acima de divisões políticas.

Craque Neto, ex-jogador de Corinthians, Flamengo e seleção brasileira, construiu sua carreira na comunicação com opiniões fortes e sem rodeios. Suas críticas, muitas vezes direcionadas a nomes consagrados do futebol, geram repercussão tanto positiva quanto negativa. No caso de Ronaldo, a relação entre os dois já teve momentos de tensão no passado, o que pode ter influenciado o tom da análise.

O episódio ocorre em um momento em que o futebol brasileiro busca reconstruir sua imagem após a eliminação precoce da seleção na Copa. Enquanto a Espanha comemorava o título, o foco paralelo em polêmicas envolvendo brasileiros ilustrou como o esporte permanece entrelaçado com questões extrafutebolísticas.

Ronaldo ainda não se manifestou publicamente sobre as críticas de Neto. Sua assessoria costuma destacar o trabalho institucional do ex-jogador em prol do desenvolvimento do futebol e da promoção da Copa no Brasil e no mundo. Já a FIFA e os organizadores do torneio evitam comentários sobre controvérsias políticas, priorizando o aspecto esportivo.

O caso reforça o desafio permanente do esporte em navegar entre celebração, diplomacia e neutralidade. Em um mundo cada vez mais polarizado, gestos simbólicos como o de Ronaldo Fenômeno com a taça da Copa continuam a dividir opiniões, revelando que, mesmo após o apito final, o debate segue em campo aberto.

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