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Defesa de Deolane Bezerra questionou condições da penitenciária onde advogada está

A situação de Deolane Bezerra voltou a ganhar destaque nesta semana após a Polícia Penal do Estado de São Paulo se pronunciar oficialmente sobre as condições da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde a influenciadora e advogada está custodiada desde maio. A manifestação ocorreu depois que a defesa apresentou pedidos à Justiça questionando aspectos estruturais da unidade prisional e solicitando a produção de laudos ambientais. O objetivo era reunir elementos para embasar um pedido de transferência para uma acomodação diferenciada ou a substituição da prisão por regime domiciliar.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Penal, a qualidade da água fornecida tanto às internas quanto aos servidores da unidade é monitorada regularmente por meio de análises laboratoriais. O órgão informou que os testes são realizados de forma periódica e que os relatórios de potabilidade são encaminhados anualmente ao juiz responsável pela fiscalização do estabelecimento. Segundo a corporação, o documento mais recente, emitido em dezembro do ano passado, apontou que a água atende aos padrões exigidos pela legislação vigente.

A nota também destaca que não existem registros oficiais relacionando problemas de saúde ao consumo da água distribuída na penitenciária. Conforme a Polícia Penal, não foram identificadas ocorrências, atendimentos médicos ou notificações que indiquem qualquer comprometimento da qualidade do abastecimento. A declaração foi apresentada como resposta aos questionamentos levantados pela defesa da influenciadora, que buscava comprovar possíveis condições inadequadas no ambiente prisional. Sendo assim, uma péssima notícia para a advogada, pois seu recurso foi negado.

Outro ponto apresentado pelos advogados de Deolane envolve as características da cela onde ela está detida. A defesa alegou que o espaço possui ventilação insuficiente, odor de tinta e excesso de ruídos provocados pela movimentação de outras internas. Além disso, foi mencionado que a influenciadora possui diagnóstico de síndrome do pânico, condição que, segundo seus representantes legais, deveria ser considerada na análise do pedido de mudança de regime ou de local de custódia.

Entretanto, o Ministério Público de São Paulo se posicionou de forma contrária aos argumentos apresentados. Conforme informações divulgadas pela imprensa, o órgão não identificou irregularidades capazes de justificar a concessão dos pedidos formulados pela defesa. As inspeções realizadas não apontaram problemas relacionados à assistência médica, alimentação, higiene, abastecimento de água, segurança ou condições sanitárias da unidade. Diante desse cenário, o pedido de transferência e a solicitação de prisão domiciliar acabaram sendo rejeitados.

O caso segue repercutindo por envolver uma das personalidades mais conhecidas das redes sociais brasileiras. No mês anterior, familiares de Deolane também haviam levantado preocupações sobre a presença de escorpiões no local, afirmação posteriormente contestada pela Polícia Penal. Segundo o órgão, a penitenciária passou por serviços de dedetização e desratização recentemente e não há registros oficiais de animais peçonhentos na unidade. Enquanto responde às acusações relacionadas à Operação Vérnix, Deolane Bezerra continua aguardando os desdobramentos judiciais do processo, mantendo sua posição de negar qualquer participação em atividades criminosas e defendendo a legalidade de sua atuação profissional.

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