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Morre Ricardo Andrade, pai de Rebeca Andrade

A ginasta Rebeca Andrade vive um momento marcado por sentimentos opostos. Poucos dias depois de celebrar um retorno vitorioso às competições, a atleta e sua família enfrentam a perda do pai, Ricardo Andrade, cuja morte foi confirmada no último fim de semana. A notícia foi divulgada no domingo (28), por Elisama Andrade, irmã da campeã olímpica, em uma publicação emocionante nas redes sociais.

Na mensagem, Elisama prestou uma homenagem ao pai utilizando um conhecido trecho bíblico: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Descanse em paz, pai”. A publicação rapidamente recebeu milhares de manifestações de carinho e solidariedade de fãs, atletas e amigos da família.

A assessoria de Rebeca Andrade confirmou o falecimento de Ricardo Andrade, mas informou que a família prefere preservar sua privacidade neste momento delicado. Por esse motivo, detalhes sobre a causa da morte e informações sobre cerimônias de despedida não foram divulgados.

A notícia chegou justamente em um período especial para a ginasta. Na semana passada, Rebeca voltou a competir oficialmente após quase dois anos afastada das disputas internacionais. O retorno aconteceu durante o Campeonato Pan-Americano de Ginástica Artística, realizado na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro.

Mesmo após um longo período dedicado à recuperação física e ao cuidado com a saúde mental, a atleta mostrou que continua entre as melhores do mundo. Na final do salto, foi a última competidora a se apresentar e garantiu a medalha de ouro com média de 14.266 pontos.

No primeiro salto, Rebeca recebeu nota 14.433, a mais alta da decisão. Na segunda apresentação, apesar de um pequeno ajuste na aterrissagem, somou 13.700 pontos, resultado suficiente para confirmar o primeiro lugar no pódio. A canadense Lia Monica conquistou a prata com 14.249, enquanto a norte-americana Claire Pease ficou com o bronze ao alcançar 13.916 pontos.

Além do ouro individual, Rebeca também teve papel importante na campanha da equipe feminina brasileira durante as classificatórias. Sua apresentação contribuiu para que o Brasil conquistasse a medalha de prata por equipes e, de quebra, assegurasse a classificação para o Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2026, que será disputado em Roterdã, na Holanda.

Antes mesmo da conquista, a atleta já havia compartilhado nas redes sociais uma reflexão sobre o significado daquele retorno. Em sua publicação, destacou que voltar às competições representava muito mais do que disputar medalhas.

“Independentemente do resultado, já celebrava este momento. Porque voltar é um ato de coragem. E eu estava pronta para viver cada segundo dele”, escreveu Rebeca, demonstrando a importância pessoal daquele reencontro com os aparelhos após meses de preparação.

A trajetória da ginasta é marcada por desafios superados dentro e fora dos ginásios. Ao longo da carreira, ela enfrentou lesões importantes, passou por diversas cirurgias e precisou interromper competições em diferentes momentos para preservar sua saúde. Ainda assim, construiu uma das carreiras mais vitoriosas da história do esporte brasileiro.
Agora, além de comemorar mais uma conquista esportiva, Rebeca recebe o apoio de admiradores de todo o país diante da perda do pai.

 As inúmeras mensagens de solidariedade mostram o carinho conquistado pela atleta ao longo dos anos e reforçam o respeito por sua decisão de viver esse momento de forma reservada, ao lado dos familiares. Enquanto o esporte celebra sua volta ao alto nível, o Brasil também se une em apoio à campeã em um momento de grande sensibilidade para sua família.
 

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