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Na abertura da Copa do Mundo, foi isso que Anitta fez no palco representando o Brasil

A cantora Anitta subiu ao palco do SoFi Stadium, em Los Angeles, na noite de 12 de junho de 2026, como uma das principais atrações da terceira cerimônia de abertura da Copa do Mundo. Ao lado da sul-coreana LISA, do Blackpink, e do nigeriano Rema, a brasileira interpretou a música oficial “Goals”, marcando presença em um dos eventos de maior visibilidade do torneio. A performance reuniu elementos globais e ritmos latinos, consolidando o caráter multicultural da produção da FIFA para a edição sediada nos Estados Unidos, Canadá e México.

Com um figurino all-white composto por peças justas, recortes estratégicos, mangas transparentes e acessórios de strass, Anitta entregou uma apresentação enérgica que rapidamente se tornou tema de debate nas redes sociais. Os movimentos de quadril e a coreografia dinâmica, características do funk e do pop que ela defende, foram executados com precisão e intensidade. O visual provocante, que incluía correntes alongadas e elementos de harness, reforçou o estilo sensual que a artista cultiva ao longo da carreira.

O termo “sensualizou”, amplamente usado por portais brasileiros, reflete tanto a força da performance quanto o impacto visual causado pela cantora. Em um evento transmitido para milhões de espectadores ao redor do mundo, Anitta optou por não amenizar sua identidade artística, priorizando a ousadia e a confiança no palco. A abordagem gerou elogios pela representatividade e críticas de setores mais conservadores, reproduzindo um padrão recorrente em aparições da artista em grandes palcos internacionais.

A produção da cerimônia buscou equilibrar diferentes expressões culturais, com Anitta assumindo o papel de embaixadora do som brasileiro no line-up que ainda contou com nomes como Katy Perry, Future e Tyla. A escolha da FIFA em incluir a cantora sinaliza o reconhecimento da influência global do funk e do pop brasileiro, gêneros que frequentemente enfrentam resistência em ambientes mais tradicionais. A performance durou poucos minutos, mas concentrou holofotes sobre a presença latina no espetáculo.

Especialistas em entretenimento destacam que a sensualidade faz parte da linguagem corporal e estética de Anitta desde o início de sua trajetória. No contexto de uma Copa do Mundo, palco historicamente marcado por shows marcantes de artistas como Shakira e Jennifer Lopez, a entrega da brasileira se alinhou ao padrão de grandes eventos esportivos, onde a performance corporal é elemento central. A diferença, desta vez, esteve na velocidade com que o conteúdo se espalhou nas plataformas digitais.

Além da repercussão estética, a apresentação reforçou o soft power cultural do Brasil no cenário internacional. Anitta, que acumula parcerias globais e bilhões de streams, transformou o momento em uma vitrine para a música nacional, misturando português com trechos em inglês e espanhol. A reação positiva da maior parte do público brasileiro nas redes reforçou o orgulho pela participação do país na abertura do torneio.

Ao final da noite, a performance de Anitta se consolidou como um dos pontos altos da cerimônia, demonstrando que a ousadia artística continua a ser uma ferramenta poderosa de projeção cultural. Seja pela controvérsia ou pelo reconhecimento, a cantora cumpriu o papel de conectar o público ao espírito vibrante da Copa, deixando claro que o palco global aceita, cada vez mais, as múltiplas expressões da identidade brasileira.

 

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