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Filha de Paulo Cupertino desabafa e toma atitude

Isabela Tibcherani, filha de Paulo Cupertino, o empresário condenado pelo assassinato do ator Rafael Miguel e dos pais dele em 2019, rompeu o silêncio nas redes sociais para denunciar uma nova onda de ataques e difamações que vem sofrendo. Em desabafo emocionado, a jovem expôs o assédio virtual que inclui xingamentos, ameaças e até o vazamento de dados pessoais, afirmando ter perdido a paciência diante da intensidade das ofensas. O episódio ganhou repercussão após a condenação do pai e o aumento da visibilidade do caso na mídia.

O crime que chocou o país ocorreu em junho de 2019, quando Cupertino invadiu a casa da família de Rafael Miguel e matou o ator, de 22 anos, a mãe dele, a psicóloga Berenice e o pai, o engenheiro Airton, a tiros. Isabela, que na época namorava o jovem ator, estava presente no local e foi testemunha presencial da tragédia. Desde então, ela carrega o peso de ser constantemente associada ao assassino, mesmo tendo colaborado com as investigações.

Nas publicações recentes, Isabela relatou que os ataques se intensificaram após uma entrevista em podcast, na qual falou abertamente sobre sua trajetória, o relacionamento com Rafael e as consequências emocionais do crime. Segundo ela, trechos da conversa foram retirados de contexto e usados para alimentar narrativas falsas e ofensivas nas redes. A jovem desabafou que não aguenta mais ser julgada por atos cometidos pelo pai.

A filha de Cupertino enfatizou que a Justiça já cumpriu seu papel ao condenar o responsável pelo triplo homicídio a quase um século de prisão. “A pessoa que causou todo esse caos vai pagar pelo que fez”, afirmou em um dos vídeos. Ela reforçou sua posição como vítima colateral, separando claramente sua identidade da conduta criminal do pai e pedindo respeito à sua privacidade e ao seu processo de reconstrução de vida.

Diante do volume de mensagens agressivas e da exposição indevida de informações, Isabela decidiu tomar medidas concretas. A jovem informou que está registrando boletins de ocorrência contra os autores das ofensas e ameaças, sinalizando que não pretende mais tolerar o linchamento virtual sem resposta judicial. A atitude reflete uma postura mais firme adotada por ela nos últimos anos.

O caso ilustra os desafios enfrentados por familiares de condenados por crimes graves, que muitas vezes se tornam alvos de ódio coletivo nas plataformas digitais. Mesmo após anos do trágico episódio, o interesse público e a polarização nas redes sociais continuam a reavivar o sofrimento de quem perdeu entes queridos e daqueles que, como Isabela, tentam seguir em frente longe dos holofotes.

Especialistas em direitos digitais e saúde mental apontam que esse tipo de exposição constante pode agravar traumas e dificultar a ressocialização de envolvidos indiretos em grandes casos criminais. Para Isabela Tibcherani, o desabafo representa não apenas um pedido de paz, mas também um alerta sobre os limites da liberdade de expressão quando se converte em perseguição pessoal.

 

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