Luto: cantora de apenas 26 anos morreu após ser picada por uma cobra venenosa

A morte da cantora nigeriana Ifunanya Nwangene, aos 26 anos, causou forte comoção no cenário cultural do país e reacendeu debates sobre atendimento médico de emergência na Nigéria. Conhecida por sua voz marcante e trajetória promissora, a artista faleceu após ser picada por uma cobra venenosa dentro de sua própria residência, em Abuja, capital do país. A informação foi confirmada por fontes à BBC Africa e rapidamente repercutiu nas redes sociais e em veículos internacionais.
Natural de Enugu, Ifunanya ganhou projeção nacional em 2021, ao participar da terceira temporada do programa The Voice Nigeria. Na ocasião, sua interpretação da música Take a Bow, de Rihanna, durante a audição às cegas, chamou atenção do público e dos jurados. O vídeo ultrapassou 85 mil visualizações no YouTube e ajudou a consolidar seu nome como uma das vozes mais promissoras de sua geração, especialmente no meio da música coral e lírica.
Além da carreira musical, Ifunanya também era formada em arquitetura, conciliando a profissão com a paixão pelo canto. Ela integrava o Amemuso Choir, grupo reconhecido por sua atuação no cenário musical nigeriano. O diretor musical do coral, Sam Ezugwu, confirmou a morte da cantora por meio de uma publicação emocionante nas redes sociais. “Com o coração dolorido, comunicamos o falecimento de Ifunanya Nwangene Nanyah”, escreveu, destacando o talento e a dedicação da artista ao longo dos anos.
De acordo com relatos repassados à BBC Africa, após a picada, Ifunanya buscou atendimento em uma clínica próxima de sua casa. No entanto, a unidade não dispunha de soro antiofídico, essencial nesse tipo de ocorrência. Diante da situação, a cantora foi transferida para o Federal Medical Centre, localizado no bairro de Jabi, também em Abuja, na tentativa de receber cuidados mais especializados.
Sam Ezugwu afirmou que, ao chegar ao hospital, a artista apresentava dificuldades significativas para se comunicar e respirar. Segundo ele, havia limitações no momento do atendimento, já que nem todos os antídotos necessários estariam disponíveis. O diretor musical relatou que Ifunanya não conseguia falar, apenas se expressar por gestos, enquanto seu estado de saúde se agravava rapidamente, o que aumentou a apreensão de familiares e amigos.
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A direção do Federal Medical Centre, por sua vez, divulgou uma nota oficial contestando essa versão. Segundo o hospital, a equipe médica realizou atendimento imediato, incluindo medidas de suporte, administração de oxigênio e aplicação de soro antiofídico polivalente. Ainda conforme a instituição, exames realizados de forma emergencial indicaram complicações severas decorrentes da picada, e, apesar dos esforços, não foi possível reverter o quadro clínico da paciente.
O falecimento de Ifunanya Nwangene gerou uma onda de homenagens de fãs, músicos e colegas de profissão, que destacaram não apenas seu talento, mas também sua humildade e compromisso com a arte. O caso também trouxe à tona discussões sobre a disponibilidade de insumos médicos e a resposta do sistema de saúde diante de emergências. Para muitos, a perda da jovem soprano representa não apenas o fim de uma carreira promissora, mas também um alerta sobre a necessidade de melhorias estruturais para evitar que situações semelhantes se repitam no futuro.



