Fora do BBB 26, Pedro cresce nas redes e intriga o público

A noite de domingo (18) marcou uma virada inesperada no BBB 26. Pedro, um dos participantes mais comentados dos últimos dias, deixou o programa após apertar o Botão de Desistência, poucas horas depois de ser acusado de assédio por Jordana. Segundo o relato da sister, ele teria tentado beijá-la à força dentro da despensa da casa, em uma situação que rapidamente ganhou repercussão fora do confinamento.
Dentro do jogo, a saída foi imediata e encerrou qualquer possibilidade de permanência. Fora dele, no entanto, o movimento foi outro — e chamou atenção. Dados da plataforma Not Just Analytics mostram que Pedro tinha 118.776 seguidores no sábado (17). No domingo, dia da desistência, o número saltou para 150.782. Já na manhã de sexta-feira (19), o perfil acumulava 175.736 seguidores. Antes do episódio, ele girava em torno de 140 mil.
O crescimento repentino gerou surpresa e indignação nas redes sociais, especialmente no X (antigo Twitter). “Inacreditável! Pedro está ganhando seguidores… O ser humano precisa ser estudado”, escreveu um usuário. Outro foi direto: “Como tem gente passando pano? Depois de tudo isso o cara ainda cresce”. Houve também quem ampliasse a discussão, relacionando o fenômeno a questões sociais mais profundas. “Isso diz muito sobre o Brasil que temos hoje”, publicou um internauta.
A situação reacendeu um debate recorrente em realities e no entretenimento em geral: a lógica da visibilidade. Para alguns, a exposição, mesmo negativa, acaba se convertendo em números, alcance e engajamento. Para outros, esse tipo de crescimento revela uma banalização de comportamentos que deveriam ser tratados com mais seriedade. Não há consenso, mas o desconforto é evidente.
Outro ponto que passou a circular com força entre fãs do programa foi a qualidade das imagens exibidas pela Globo. A cena envolvendo Pedro e Jordana apareceu com resolução inferior à das demais câmeras usadas na edição, o que levantou dúvidas e teorias. Alguns espectadores sugeriram que a emissora teria optado por imagens “pixeladas” para preservar a participante ou até para evitar a exposição de marcas de produtos presentes na despensa.
A coluna do Metrópoles ouviu especialistas em transmissão de reality shows e edição de vídeo para entender o que pode ter ocorrido. Segundo eles, a câmera em questão não gravava em Full HD. Tudo indica que se tratava de um equipamento integrado a um mosaico de câmeras de segurança internas, usadas mais para monitoramento do que para exibição televisiva. Essas câmeras só costumam ter alta qualidade quando são selecionadas previamente para transmissão, o que não era o caso naquele momento.
Como o episódio não era esperado, a única gravação disponível teria sido justamente essa, com qualidade inferior às câmeras principais do programa. A Globo foi procurada para comentar o assunto, mas ainda não se manifestou. O espaço segue aberto.
Paralelamente à repercussão nas redes e às discussões técnicas, o caso avançou no âmbito legal. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá, abriu um inquérito para apurar a denúncia de importunação sexual. Em nota enviada ao Metrópoles, a delegacia informou que as imagens serão analisadas e que o ex-participante será chamado para prestar depoimento.
Enquanto isso, o episódio segue provocando reflexões fora da casa mais vigiada do país, levantando debates sobre responsabilidade, exposição midiática e os limites entre entretenimento e realidade.



