Tragédia: coreógrafo do Dança dos Famosos é encontrado morto aos 47 anos

A morte de Leo Blanco, aos 47 anos, causou forte comoção no meio artístico e televisivo brasileiro. O coreógrafo e professor foi encontrado morto na sexta-feira, 9 de janeiro, em sua residência em Curitiba, no Paraná. Reconhecido nacionalmente por seu trabalho no quadro Dança dos Famosos, exibido em rede nacional, ele teve papel fundamental na preparação e no desempenho de diversos artistas que passaram pelo programa ao longo dos anos. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa oficial do falecimento.
Natural de Cascavel, no interior do Paraná, Leo Blanco construiu uma trajetória sólida e respeitada no universo da dança. Formado em Educação Física, ele teve contato com a arte ainda na juventude, durante o período escolar, quando passou a se interessar pelos movimentos corporais e pela expressão artística. Esse interesse inicial evoluiu para uma escolha profissional que uniu técnica, disciplina e sensibilidade artística, características frequentemente destacadas por colegas e alunos.
Durante a graduação, Leo assumiu funções de liderança em companhias artísticas ligadas à universidade, atuando tanto na coordenação quanto na criação coreográfica. Essa experiência contribuiu para o desenvolvimento de um estilo próprio, marcado pelo rigor técnico aliado à valorização da identidade de cada intérprete. Com o tempo, ele ampliou sua atuação para além do ambiente acadêmico, consolidando-se como professor e coreógrafo em diferentes projetos artísticos.
A projeção nacional veio principalmente por meio de sua participação no Dança dos Famosos, onde trabalhou como parceiro técnico e artístico de celebridades conhecidas do grande público. Entre os nomes com quem colaborou estão Mariana Xavier, Luísa Sonza e Lucy Ramos. Nos bastidores do programa, Leo era conhecido pelo comprometimento com os ensaios, pela paciência no processo de aprendizagem e pela capacidade de motivar seus parceiros, mesmo diante de rotinas intensas e desafiadoras.
A repercussão de sua morte se intensificou após manifestações públicas de artistas que conviveram de perto com o coreógrafo. Mariana Xavier foi uma das que prestaram homenagem, relembrando a parceria construída no programa e a importância de Leo em um momento marcante de sua carreira. Em sua mensagem, ela destacou não apenas o profissional dedicado, mas também o amigo presente e sensível, com quem dividiu sonhos e conquistas.
A atriz também recordou o último encontro entre ambos, ocorrido durante o carnaval de 2025, em Salvador, descrevendo-o como um momento especial e significativo. A lembrança ganhou ainda mais peso emocional diante da perda repentina, reforçando a sensação de interrupção precoce de uma trajetória que ainda tinha muitos projetos e contribuições a oferecer à dança e à televisão.
Além da homenagem pessoal, Mariana Xavier aproveitou a ocasião para fazer um apelo relacionado à saúde mental. Em sua publicação, ela incentivou o cuidado com o bem-estar emocional, ressaltando a importância de se ouvir, se acolher e buscar apoio quando necessário. A mensagem foi recebida como um alerta coletivo, ampliando o debate sobre os desafios emocionais enfrentados por profissionais que atuam em ambientes de alta pressão.
Outros artistas, amigos e admiradores também se manifestaram nas redes sociais, expressando solidariedade à família e destacando o legado deixado por Leo Blanco. Muitos ressaltaram sua generosidade no ensino, a paixão pela dança e a capacidade de transformar inseguranças em confiança dentro da sala de ensaio. Seu nome passou a ser lembrado não apenas pelos trabalhos exibidos na televisão, mas pelo impacto direto na formação artística de inúmeras pessoas.
O falecimento do coreógrafo reacendeu discussões mais amplas sobre a necessidade de políticas e práticas efetivas de cuidado com a saúde mental, especialmente no meio artístico. A rotina intensa, a cobrança por desempenho e a exposição pública são fatores que podem agravar situações de vulnerabilidade emocional, tornando fundamental o acesso a acompanhamento psicológico e redes de apoio consistentes.
A ausência de Leo Blanco deixa uma lacuna significativa na dança brasileira e no cenário do entretenimento. Sua contribuição ultrapassou os limites do palco e da televisão, refletindo-se na vida de artistas, alunos e colegas que tiveram a oportunidade de aprender e trabalhar ao seu lado. Enquanto amigos e familiares se despedem, permanece o reconhecimento público por uma carreira construída com dedicação, talento e sensibilidade.



