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O detalhe no corpo que pode indicar o câncer que matou Isabel Veloso

A influenciadora Isabel Veloso morreu aos 19 anos em decorrência de um linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se desenvolve no sistema linfático, responsável pela defesa do organismo. A morte foi confirmada pelo marido, Lucas Borbas, por meio de uma publicação nas redes sociais. A doença, apesar de ter altas chances de cura quando diagnosticada precocemente, pode evoluir de forma silenciosa, especialmente nas fases iniciais.

O linfoma de Hodgkin é um câncer que se origina em células do sistema imunológico e afeta estruturas distribuídas por todo o corpo. O sistema linfático é formado por vasos, linfonodos e órgãos como o baço e o timo, tendo papel fundamental na produção e circulação das células de defesa, além de contribuir para o equilíbrio dos líquidos corporais.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, a doença surge quando células do sistema linfático sofrem alterações e passam a se multiplicar de maneira desordenada. Esse crescimento anormal leva à formação de tumores, que se manifestam principalmente nos linfonodos, também conhecidos como gânglios linfáticos, localizados em regiões como pescoço, axilas e virilha.

Uma característica marcante do linfoma de Hodgkin é a presença das células de Reed-Sternberg, identificadas por meio de exames microscópicos. Essas células são linfócitos alterados que perderam o controle do crescimento e se multiplicam de forma anormal. A identificação dessas células na biópsia é essencial para confirmar o diagnóstico e diferenciar a doença de outros tipos de linfoma.

Embora as células de Reed-Sternberg sejam consideradas a assinatura da doença, o tumor não é formado apenas por elas. A maior parte da massa tumoral é composta por outras células do sistema imunológico que passam a se comportar de maneira desorganizada, criando um ambiente favorável à progressão do câncer e ao comprometimento das funções de defesa do organismo.

O linfoma de Hodgkin pode atingir pessoas de qualquer idade, mas apresenta dois picos de incidência mais frequentes. O primeiro ocorre em adultos jovens, geralmente entre 20 e 35 anos, enquanto o segundo acomete pessoas acima dos 60 anos. Isabel Veloso se enquadrava no grupo mais jovem, que costuma ser mais afetado pela doença.

Não existe um único fator de risco claramente definido para o desenvolvimento do linfoma de Hodgkin. Em alguns casos, há associação com alterações do sistema imunológico, histórico familiar ou infecções virais prévias, como o vírus Epstein-Barr. No entanto, em muitos pacientes não é possível identificar uma causa específica para o surgimento da doença.

O sintoma mais comum do linfoma de Hodgkin é o aumento dos linfonodos, percebido como ínguas ou caroços geralmente indolores. Por não causarem dor, esses sinais podem ser ignorados ou confundidos com infecções comuns. Isabel relatou o surgimento de nódulos no pescoço e no tórax, áreas frequentemente afetadas.

Outros sintomas podem aparecer com a progressão da doença, como febre persistente, perda de peso sem causa aparente, cansaço intenso, suor noturno e aumento do volume abdominal. Há também manifestações menos comuns, como uma coceira persistente na pele, sem lesões visíveis, considerada um sinal característico em alguns pacientes.

A persistência desses sintomas por semanas deve servir de alerta para a busca de avaliação médica. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de sucesso no tratamento e reduzir complicações. A morte de Isabel Veloso chama atenção para a importância de reconhecer sinais aparentemente simples e valorizar mudanças persistentes no corpo.

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